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Adriano Alves Fiore
Adriano Alves Fiore
09/02/2018 - 16:27
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"Existem: mentiras, malditas mentiras e estatísticas", Benjamin Disraeli, ex-primeiro ministro britânico (1804-1881).


"Estamos em um nível inferior ao das ovelhas. Para estas há a necessidade de um pastor ou de um cão treinado para seguir e obedecer. Quanto a nós, vigiamo-nos, furiosamente, uns aos outros dentro da conduta generalizada da ‘normalidade’", David Icke, jornalista e pensador inglês.


Nunca há paz. Estamos sempre em guerra. Em luta constante uns com os outros seja por terra, dinheiro, "favor" sexual, posição social ou por outra – e qualquer – futilidade, patifaria e/ou ninharia... Até a contagem de um "placar" de "pelada" provoca discussões seguidas de impropérios e, à vezes, de vastas pancadarias. Afinal, alguém tem que vencer ou derrotar alguém. Brigamos e nos agredimos por nada. Simplesmente, por pura humana demasiadamente humana estupidez!!!

Podem alguns(as) parvos(as) de inteligência -- e de carteirinha – implicar rebusnando: "Estupidez não, ah, ah, é por ignorância, seu burro"!... Vale, pois, praticar um esforço extra de esclarecimento a aqueles(as) travados(as) de sempre. E, como vivemos em um verdadeiro reduto de imbecilidades (segundo Ginzburg: em um azylum ignorantiae) tamanho-família, voltemos à catequização.

"Ignorânica. S.f. Falta de saber; ausência de conhecimento."

"Estupidez. S.f. Falta de inteligência e de discernimento; grosseria; descortesia."

Obrigado, senhor dicionarista, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira!

Como se vê, a "tar" de estupidez é bem pior que a ignorância. Nela se apresenta a questão da violência, agressividade. Tem muita gente que não sabe ler e nem escrever. E daí?... Podem ser pessoas sábias, bondosas e muito capazes de entender as coisas do mundo e da natureza humana. Porém, hoje, o que mais vemos por aí são criaturas hominídeas "civilizadas e educadas, instruídas" exibindo-se em trajes sociais padronizados como "superiores" e veículos de transporte também de qualidade "superior" em eterna gabarolice a respeito de suas grandes (e compradas) especializações disso e daquilo. Especialistas de tudo, e aos montes, que de nada servem para ajudar o próximo, a sociedade e o planeta, já tão judiado.

"Há mais ídolos do que realidades no Mundo. Também não há de forma alguma ídolos mais ocos, e isto não impede que eles sejam aqueles em que mais se acredita", Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900).


De quem ou o que seria a culpa? Quem ou o que seria o propagador e mantenedor de toda essa cegueira coletiva e individual? Afinal, somos seres fáceis e totalmente suscetíveis... Se você não sabe ou não desconfia até agora?... Continue assim, apenas parasitando, assistindo a todos "incríveis" programas e jogos em televisão, rádio, celular etc. Só por "entretenimento". Mantenha-se constantemente reclamando da vida, isto é: dos impostos, da saúde pública e privada, da segurança, da corrupção, da impunidade, da falta de humanitarismo e blablablá.

Aquelas pessoas que tentam abrir um pouco os olhos de uma minoria (pois, da maioria alienada é impossível) que – teoricamente seria capaz de enxergar além do mínimo razoável – são "atacadas" de todas as formas possíveis. Quem procura ajudar o próximo a entender, de verdade, como funcionam as atividades sociais em todos os seus âmbitos (econômico, financeiro, comportamental, etc.) é continuamente repudiado e zombado; às vezes, é agredido fisicamente. Quando assim ocorre, dá-se de maneira violenta por meio de grupos ou multidões descerebrados. Já tive o inenarrável desprazer de assistir a algumas cenas desse nível ao vivo!!!

Um pequeno exemplo da incapacidade da grande (só em tamanho, obviamente) maioria dos humanos de perceber o que é bom ou ruim para ela transformou-se na condenação pública do jornalista, pensador e comentarista Paulo Francis no século passado aqui, no Brasil. Francis passou a sua vida tentando alertar o povo e os tais "intelectualoides" sobre a nefanda e nefasta corrupção de certos órgãos e "cidadãos" brasileiros. Atualmente, após anos de sua morte, tornou-se tudo claro e escancarado pela operação Lava Jato. "O que os olhos não veem o coração não sente", mas, apesar disto, é possível ficar ou estar em alerta, desconfiar das "verdades" divulgadas publicamente e não se conformar... Basta isso para começarmos a trabalhar por um mundo mais justo e mais vivível.
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Adriano Alves Fiore
 
Possui graduação em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e em Comunicação Social e Jornalismo pela Faculdade Pitágoras, Campus Metropolitana de Londrina. Como aluno especial na UEL, tem participado dos cursos de: Estudos da Linguagem (2004 e 2006), Ciências Sociais (2006) e História Social (2010). É mestre em Comunicação Visual pela UEL (2011) e doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2015).



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