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Sylvio do Amaral Schreiner
Sylvio do Amaral Schreiner
25/10/2019 - 09:33
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Ilustração: Pixabay

Não entendo as pessoas. Elas querem a verdade, mas não a suportam. Eu sou uma pessoa direta, franca e falo mesmo o que me vem à cabeça. Não tenho medo de mostrar opinião e que sou geniosa. Só que isso me traz problemas, porque muita gente confunde meu jeito de ser com grosseria. Não suporto isso. Na minha família já tenho fama de má e grossa. Eu não sei ser diferente nem quero. Se eles quiserem me aceitem como sou, mas fico mal quando as pessoas evitam o contato comigo.

A questão não se trata de você não falar "verdades” ou fingir uma hipocrisia. No entanto, fico aqui pensando na maneira que você deve falar. No contato com o outro o conteúdo e a embalagem precisam ser bem feitas senão corre-se mesmo o risco de virar grosseria.

Há muitas maneiras de se dizer as coisas. Há maneiras que inspiram e fazem o outro escutar e refletir. Porém, há também formas de se dizer as mesmas coisas que só geram antipatia e raiva em quem escuta. Que forma será que você vem utilizando? Parece que já sabe a resposta, porque percebe que tem gente que te evita.

E por mais que diga que você é assim e que se quiserem que te aceitem, isso parece-me mais uma defesa, um dar de ombros, do que a verdade. Você se importa sim. Caso contrário não se sentiria mal, nem se preocuparia em escrever este e-mail para mim. Só não quer ver nem admitir que você tem responsabilidade quando os outros te evitam e viram as costas. Reflita sobre a parábola abaixo. Pode-lhe ser útil.

Uma antiga história árabe diz que, um dia, um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Logo que acordou, mandou chamar um adivinho para que interpretasse seu sonho. "Que desgraça, senhor! Cada dente caído representa a perda de um parente.” - respondeu o adivinho. O rei achou tal interpretação uma insolência. Chamou os guardas e ordenou que açoitassem o adivinho. Depois mandou buscar outro, que disse: "Senhor! Grande felicidade vos está reservada! O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes!” O sultão iluminou-se e mandou recompensar o adivinho.

A mesma coisa pode ser dita de várias formas. Às vezes, é preciso sabedoria para escolher a melhor.
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Sylvio do Amaral Schreiner
 
No blog Mundo Vivo o psicoterapeuta Sylvio do Amaral Schreiner convida o leitor a refletir sobre questões que afligem e maravilham as pessoas. Por meio de artigos pertinentes e atuais, podemos discutir sobre tudo e, com isso, enriquecer nossa sabedoria – lembrando que sabedoria e conhecimento são coisas diferentes. Conhecimento é TER, sabedoria é SER. Esperamos que este seja um espaço para a sabedoria vir a morar, se modificar e evoluir.



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