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Crime organizado X favela

31 dez 1969 às 21:33
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Não é só pobre que entra para o mundo do crime e não é só rico que sofre os efeitos da violência. O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, disse ontem que uma em cada três das cerca de mil favelas cariocas é dominada pelo crime organizado. Traficantes e milícias formadas por policiais militares, civis e até bombeiros, dominam comunidades inteiras usando o terror como principal arma. Em outras tantas, eles medem força em busca de ampliar seus territórios de domínio.
Boa atitude a do secretário, que pelo menos admitiu que o crime organizado está emaranhado de tal forma no Rio que combatê-lo é cada vez mais difícil e custoso.
Agora, o atual prefeito Eduardo Paes propôs um "choque de ordem na cidade" e garantiu que "vai limpar a cidade de todas as ilegalidades". A tática inclui blitze de trânsito e contra camelôs e até demolição de imóveis irregulares. Tudo para "organizar" o Rio.
Demagogias à parte, resta saber onde vai dar esta empreitada. A intenção é fazer que, com estas medidas, o Estado consiga frear o crescimento das favelas, que se expanidram 7% nos últimos 10 anos, segundo estudo do Instituto Pereira Passos.
Só esqueceram de perguntar para o prefeito como ele pretende combater, justamente, o crime organizado, que se alimenta da inércia do Estado para se espalhar. O traficante ou o miliciano não se nutre unicamente das ilegalidades cotidianas. Ele se vale da corrupção, da ineficiência dos governos em amenizar a desigualdade, da impunidade,... Quanto a isso, o ilustre prefeito carioca não teceu comentários.

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