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Fernando Ricciardi
Fernando Ricciardi
06/03/2018 - 02:57
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Durante o dia a dia no escritório, atendendo a empresas de diversos portes e ramos, aprendi que o empresário brasileiro arrisca mais do que o necessário e crê que, caso algo dê errado, a Justiça é um porto-seguro.

No entanto, "prevenir é melhor - e mais barato - que remediar" é uma expressão que se encaixa perfeitamente nos aspectos jurídicos de um negócio. Basta passar um dia acompanhando audiências na Justiça do Trabalho, por exemplo, para validar essa ideia e perceber quão caro é um processo.

Antes mesmo da primeira audiência, ele já custa muito! Isso porque são aplicadas muitas horas dos diretores, gerentes, supervisores e outros funcionários em reuniões para contratar advogado, junto com o qual se traça uma estratégia de defesa. Tempo, nesse caso, é dinheiro.

Por isso, decidi escrever sobre erros comuns, cometidos por empresas tupiniquins, que demonstram as crenças equivocadas mantidas por seus gestores e as consequências catastróficas disso, e eu não falo somente dos aspectos financeiros.


Erro nº 1 - Dr. Google É Meu Advogado

"Por que pagar um advogado, se eu posso fazer esse contrato utilizando um modelo da internet?"

É tentadora a ideia de economizar, mas é justamente esse caminho que leva a resultados, às vezes, fatais para a empresa.

Um contrato tem a finalidade de trazer segurança jurídica, prevendo as obrigações principais e acessórias, hipóteses de rescisão unilateral, foro, forma de pagamento, métricas de negócios e outras nuances. Utilizar um modelo genérico faz com que não se atinja esse objetiva.


Erro nº 2 - Assessoria Jurídica Prestada Por Contador

Contadores comumente elaboram contratos sociais, dão consultoria sobre os direitos do empregado recém-demitido, dentre outras funções que, inclusive, por lei, são atividades exclusivas dos advogados.

O que é mais que recomendado é a atuação conjunta e alinhada de advogados e contadores, mas nunca um realizando, geralmente sem a técnica necessária, o serviço do outro.

Os reflexos de um ato da empresa podem implicar em responsabilidade civil, administrativa e até criminal. Uma demissão mal formalizada pode ser compreendida como fraude, sofrer anulação judicial e resultar em perda desnecessária de dinheiro e credibilidade.


Erro nº 3 - Negligenciar A Inadimplência Dos Clientes

Frequentemente, sou procurado por empresas que desejam cobrar promissórias, contratos, cheques e outros títulos de seus clientes inadimplentes, mas, numa rápida análise, percebo que tais documentos já não servem para mais nada, pois estão prescritos.

Manter o setor jurídico atualizado quanto aos novos devedores é crucial para a tomada de medidas mais eficazes. Quanto mais se demora a cobrar, maior é a chance de o devedor ter dilapidado o patrimônio e não possuir mais bens para garantir o pagamento.


Visão Preventiva

A interação dos empresários com os escritórios que os atendem tem otimizado resultados, fomentado sua credibilidade no mercado e permitido maior lucratividade com menor risco.

O Poder Judiciário lida, hoje, com centenas de milhões de processos, aos quais não consegue reservar a merecida atenção e o tempo de análise para um julgamento mais justo.

Prevenir é mais barato e rápido que remediar, e essa mudança de cultura depende de todos nós.


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Fernando Ricciardi
 
Diretor do Ricciardi Advogados, membro da Comissão de Processo Civil da OAB/Londrina, consultor de gestão de escritórios de advocacia, CEO do portal Advlíder.



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