Uma investigação do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ (NetLab) revelou a veiculação de 860 anúncios fraudulentos entre janeiro e março de 2026. As peças publicitárias usavam indevidamente o nome de programas sociais e serviços governamentais para atrair e enganar usuários. O levantamento identificou que 152 páginas ativas impulsionavam essas campanhas falsas no Facebook e Instagram.
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O Valores a Receber, do Banco Central, liderou as menções com 345 publicações enganosas, seguido pelo Brasil Sorridente (230), Minha Casa Minha Vida (67) e Auxílio Gás (62).
A pesquisa apurou que as campanhas permaneciam ativas por 4,4 dias em média, mas 14 anúncios circularam por mais de um mês e um chegou a 73 dias no ar.
Em posicionamento oficial, a Meta declarou que não permite conteúdos fraudulentos e reforçou que remove anúncios nocivos assim que identificados pelas suas equipes.
Mas... não parece que isso tem funcionado com muita eficiência, e o próprio estudo do NetLab acusa a companhia de Mark Zuckerberg de lucrar isso — e, por isso, a Meta estaria tão empenhada assim do jeito que deveria no combate a essa publicidade contaminada.
Como se proteger?
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e órgãos de proteção de dados recomendam que os cidadãos façam verificações diretas nos portais oficiais. O acesso aos benefícios e consultas deve ser feito exclusivamente pelos aplicativos e domínios com final ".gov.br" ou pelo portal do Banco Central. As autoridades reforçam que nenhum serviço público exige taxas prévias para liberar valores.
Caso encontre um anúncio com promessas de saques imediatos ou facilidades financeiras, evite clicar no link e não preencha cadastros. Os dados pessoais e credenciais de acesso ao portal gov.br jamais devem ser digitados em sites direcionados por redes sociais. A recomendação é buscar informações nos canais de atendimento oficiais dos ministérios ou dos bancos públicos.
Para ajudar a combater a proliferação dessas páginas, utilize a ferramenta de denúncia da própria plataforma. Ao sinalizar o anúncio por fraude ou personificação indevida, o sistema é notificado para análise e posterior remoção. Caso tenha sido vítima de cobrança indevida, registre um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e acione o seu banco.