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Após encontro

Bombeiro tem prisão decretada por agredir homossexual

Agência Estado
27 jan 2011 às 20:06

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Um bombeiro de 21 anos de Cubatão teve a prisão decretada após confessar ter espancado um homossexual até deixá-lo inconsciente no dia 16 de janeiro, em Praia Grande, na Baixada Santista. O crime ocorreu no primeiro encontro dos dois, que se conhecerem pela internet: o acusado alega ter esperado uma mulher no encontro, já a vítima afirma que havia informado a ele que era homossexual.

A vítima, um funcionário público estadual de Santos, prestou queixa no 1.º Distrito Policial de Praia Grande no último dia 20, quando saiu do hospital depois de ficar três dias internado. Segundo o delegado Luiz Evandro Medeiros, ele estava muito machucado. "Ele levou mais de 20 pontos na cabeça e tinha muitos hematomas no rosto, estava com a boca, o olho, tudo inchado."

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Na versão do acusado, a agressão ocorreu porque a vítima havia se identificado como mulher pela internet e mostrado fotos como sendo uma loira de olhos claros. "Ele disse que eles se conheceram pelo Orkut e conversaram um mês pelo MSN e pelo telefone até decidirem marcar um encontro em Praia Grande; daí o bombeiro contou que ao invés da loira que ele esperava quem chegou lá foi um moreno baixinho falando vem cá e que não aceitou ser rechaçado", explicou o delegado.


Já a vítima alegou que sempre deixou claro ser homossexual e que foi roubado durante o encontro. "Ele disse que levaram a moto dele, o celular, o relógio e dinheiro. A moto eu achei três dias depois na Vila Margarida, em São Vicente, mas o bombeiro nega que tenha roubado algo da vítima."


De acordo Medeiros, os depoimentos prestados pelos dois homens têm pontos em comum e também divergentes. "O acusado admite que bateu na vítima com um taco de madeira e quando ela ficou inconsciente a enrolou em um lençol e a colocou no porta-malas do carro para levar ao hospital. Já a vítima conta que foi colocada no porta-malas machucada, mas quando o carro diminuiu a velocidade conseguiu fugir e pedir socorro."

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Professor de caratê, o acusado prestava serviço como bombeiro temporário em Cubatão e foi apresentado à delegacia pelo Comando dos Bombeiros. O delegado solicitou o comparecimento, logo após o depoimento do funcionário público. O agressor está detido na cadeia do Guarujá.


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