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Problemas

Depoimento de João de Deus tem curto-circuito, falha e policial atropelado

Renan Truffi
Agência Estado
17 dez 2018 às 18:23

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Marcelo Camargo / Agência Brasil
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Responsáveis por colher o depoimento do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, no último domingo, 16, policiais de Goiás relataram problemas que foram desde uma falha "bizarra" no computador até um "curto-circuito" que queimou o frigobar do local.


Os contratempos começaram na hora de registrar a versão de João de Deus sobre os fatos dos quais é acusado. Quando o escrivão tentou digitar as palavras do médium, o teclado do computador travou em uma letra específica e essa ficou sendo registrada na tela continuamente durante alguns segundos.

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O outro fato que gerou desconforto na equipe foi um curto-circuito. Os policiais haviam ligado um frigobar e o ar-condicionado na mesma extensão, o que gerou uma pequena explosão e queimou o frigobar da DEIC (Delegacia Estadual de Investigação Criminal), local onde o depoimento de João de Deus foi colhido.


Houve até quem colocasse no mesmo pacote o atropelamento de um escrivão da Polícia Civil de Goiás, horas antes do interrogatório. Isso porque o policial se dirigia ao DEIC no momento do acidente para participar das atividades relacionadas à prisão de João de Deus.


"Não foi nada que interferisse no trabalho, mas teve sim (problemas). Ele (João de Deus) se manteve em silêncio. Mas teve um curto-circuito na sala do interrogatório e o computador teve uma falha que começou a imprimir uma letra sem parar", explicou o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes. "E um escrivão que, ao se deslocar para o trabalho, quebrou o braço", acrescentou.


A delegada Karla Fernandes, coordenadora da força-tarefa que investiga o médium, disse acreditar que o religioso tenha, de fato, "poder mediúnico", mas avaliou que ele "se desviou" ao longo de sua trajetória em Abadiânia (GO).

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João de Deus está, neste momento, no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, a 20 quilômetros da capital. Ele divide a cela com três advogados desde a noite de domingo, 16, quando chegou à cadeia após prestar depoimento e fazer exame de corpo de delito em Goiânia.


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