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Nota conjunta

Empresas desistem de comprar concessão de exploração do Maracanã

Agência Brasil
23 mar 2017 às 20:55

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Em nota conjunta divulgada nesta quinta-feira (23), o grupo francês GL Events e a empresa britânica CSM (Chime Sports Marketing) comunicaram que desistiram de comprar da Construtora Odebrecht a concessão de exploração do Complexo Maracanã. A Odebrecht, que detém 95% de participação no consórcio, está sendo investigada na Operação Lava Jato, o que contribuiu para a desistência das empresas estrangeiras.

"A GL Events e a CSM informam que, por não terem sido apresentadas garantias adequadas de segurança jurídica e contratual, deram por encerradas as negociações de compra do controle acionário da Concessionária Complexo Maracanã Entretenimento S/A". As empresas destacaram, entretanto, que continuam interessadas em participar de concorrência pela gestão do Maracanã, se o governo fluminense tomar a decisão de "promover uma licitação que proporcione a indispensável segurança jurídica e financeira aos investidores".

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O estádio foi inaugurado em 1952, no bairro do Maracanã, zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Em 2013, o Consórcio Maracanã S/A, integrado pelas empresas Odebrecht, IMX e AEG, ganhou licitação do governo do estado para explorar comercial e administrativamente a arena por 35 anos. Em março do ano passado, o consórcio cedeu o estádio ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.


No momento da devolução, entretanto, o consórcio não aceitou o estádio de volta, alegando que o equipamento não estava nas mesmas condições em que foi cedido. Com isso, o Consórcio Maracanã S/A não quis mais administrar o estádio, que chegou a este ano em situação de abandono e já teve equipamentos e peças roubados do local.

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A empresa francesa Lagardère passa a ser a única a querer comprar a concessão de exploração do Maracanã.


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