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Baixo risco

Fontes radioativas de césio-137 desaparecem de empresa em Minas Gerais

Folhapress
06 jul 2023 às 18:31

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Bombeiros Militares/ Governo Federal
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Duas fontes radioativas de césio-137 desapareceram da unidade de minerais críticos da mineradora AMG Brasil no município de Nazareno, região sul de Minas Gerais, a 240 quilômetros de Belo Horizonte.


A Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) informou que vai enviar nesta quarta (5) equipe da Diretoria de Radioproteção e Segurança para acompanhar a situação no município.

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Outra equipe da comissão, formada por técnicos do CDTN (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear), outro órgão federal, está na cidade levantando informações sobre as ações tomadas pela empresa.


O césio-137 é o mesmo material de cápsula encontrada em Goiânia em 1987 por catadores de lixo em terreno do IGR (Instituto Goiano de Radiologia), no maior acidente radioativo do país, que provocou a morte de quatro pessoas, lesões em pelo menos 16 e contaminação em 200.


A Cnen afirma ter sido informada pela empresa do desaparecimento das cápsulas, que são seladas, na quinta (29). A mineradora disse ainda à comissão que havia a possibilidade de o material ter sido furtado.


"Com atividade individual de 5 mCi [milicurie, medida de radioatividade], compunham equipamentos medidores de densidade, sendo classificadas como de categoria 5, de baixo risco. Vale ressaltar que um milicurie (mCi) equivale a um milésimo de um Curie", explica o comunicado.


Apesar do baixo risco, a Cnen afirma ser importante a localização das cápsulas para prevenir exposições.

"Tais fontes, apesar de serem de césio-137, têm atividade cerca de 300 mil vezes menor do que aquela do acidente de Goiânia", diz a comissão.


"Além disso, essas fontes são confeccionadas em material cerâmico, ou seja, mesmo que fossem violadas em seus invólucros duplos de aço inox não seriam espalháveis como foi a fonte do acidente de 1987", afirma a Cnen, ressaltando que desta vez não são esperados efeitos severos à saúde pelo contato com a substância.


A Polícia Civil de Minas Gerais também foi acionada para investigar o desaparecimento das cápsulas.

A corporação disse ter instaurado procedimento "para apurar ocorrência de extravio de equipamento registrada em uma mineradora em Nazareno. Conforme o registro, duas fontes de césio-137, ambas pertencentes a equipamentos medidores de densidade, não foram encontradas no local".


A mineradora AMG afirma que as fontes podem ser identificadas por seu formato e aparência. "Elas são revestidas de aço inoxidável e possuem uma blindagem interna de chumbo e uma externa de aço inoxidável, resistente a impactos", explica. 

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"Elas possuem uma atividade 275 mil vezes menor do que a de alguns aparelhos de radioterapia. No entanto, a AMG alerta que o manuseio inadequado por pessoas não autorizadas pode acarretar algum risco à saúde", diz a empresa.

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