Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Desigualdade

IBGE: 10% mais ricos ganham 14,4 vezes a renda dos 40% mais pobres no Brasil

Leonardo Vieceli - Folhapress
19 abr 2024 às 10:40
- Marcello Casall Jr/Agência Brasil
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Os 10% mais ricos da população brasileira receberam, em média, 14,4 vezes a renda dos 40% mais pobres em 2023, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Leia mais:

Imagem de destaque
R$ 9,5 bilhões liberados

Receita Federal libera consulta para 1º lote de restituição do Imposto de Renda

Imagem de destaque
Sorte grande

Caixa sorteia nesta quinta prêmio de R$ 42 milhões da Mega Sena

Imagem de destaque
Concurso Nacional Unificado

Governo remarca provas do 'Enem dos Concursos' para segunda quinzena de agosto

Imagem de destaque
Dia do apicultor

Segundo maior produtor nacional de mel, Paraná se destaca pela qualidade

Embora mostre a desigualdade entre os grupos, essa relação continuou no menor patamar da série histórica iniciada em 2012. A razão também era de 14,4 vezes em 2022. O valor máximo da série foi observado em 2018 (17,1 vezes), no pré-pandemia.

Publicidade


"Em 2023, manteve-se o menor valor da série histórica, que já tinha sido observado em 2022. Apesar dessa melhora, a desigualdade de renda no país continua muito acentuada", afirmou Gustavo Geaquinto Fontes, analista da pesquisa do IBGE.


Os dados integram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua: Rendimento de Todas as Fontes 2023.

Publicidade


O levantamento vai além do mercado de trabalho e também traz informações de recursos obtidos pela população por meio de iniciativas como programas sociais, aposentadorias, pensões e aluguel.


Em 2023, a renda média domiciliar per capita (por pessoa) alcançou o recorde de R$ 7.580 por mês entre os 10% mais ricos. A alta foi de 12,4% ante 2022.

Publicidade


Enquanto isso, a renda per capita dos 40% mais pobres chegou a R$ 527 no ano passado, outra máxima da série histórica. O crescimento foi de 12,6% na comparação com o ano anterior.


Segundo o instituto, o ganho de renda verificado em 2023 ocorreu em meio a um cenário de ampliação do Bolsa Família, que substituiu o Auxílio Brasil, melhoria do mercado de trabalho e aumento real do salário mínimo.

Publicidade


Esses fatores, contudo, não foram capazes de eliminar as disparidades que aparecem desde o início da série histórica.


Em 2023, a massa de rendimento domiciliar per capita, que é a soma dos recursos obtidos pela população, bateu recorde no Brasil, segundo o IBGE.

Publicidade


O indicador chegou a R$ 398,3 bilhões, o que corresponde a um aumento de 12,2% ante 2022. Na comparação com 2019, período pré-pandemia, a expansão foi de 9,1%.


10% MAIS RICOS TÊM 41% DA MASSA DE RENDIMENTO

Publicidade


Outra forma de medir a desigualdade, diz o IBGE, é por meio da fatia da massa de rendimento que cada segmento da população recebe.


Em 2023, os 10% com a menor renda ficaram com apenas 1,1% da massa. Já os 10% mais ricos receberam 41% do total.


Esse grupo de maior renda, aponta o IBGE, registrou uma parcela da massa quase equivalente à dos 80% da população com os menores rendimentos em 2023 -41% e 43,3%, respectivamente.


Imagem
Aval à fundação da Lava Jato entrará no foco do CNJ após divergências sobre Gabriela Hardt
O aval dado pela juíza federal Gabriela Hardt, em 2019, para a criação da fundação da Lava Jato deve entrar no foco do plenário do CNJ
Publicidade

Últimas notícias

Publicidade