Economia

Anunciado o aumento do pedágio no Paraná

29 nov 2000 às 20:03

O diretor do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DER), Paulinho Dalmaz, anunciou as novas tarifas do pedágio nos 2.335 quilômetros do Anel de Integração, que entram em vigor a zero hora de sexta-feira, dia primeiro de dezembro. A correção média é de 16,46% para automóveis e de 20,48% para caminhões. O reajuste reflete a variação de custos no período de junho de 1999 a dezembro de 2000.

"A correção cobre um período de 18 meses, conforme estabelecem os contratos e o acordo judicial que pôs fim ao impasse entre o governo e as concessionárias, em março deste ano", explica Dalmaz. Segundo ele, a próxima revisão contratual vai ocorrer em dezembro de 2001.


Com o reajuste, a tarifa média do pedágio no Paraná passa de R$ 0,039 para R$ 0,046 por quilômetro, para automóveis, e de R$ 0,033 para R$ 0,039 por quilômetro, para caminhões. O Paraná é o único Estado que mantém tarifas diferenciadas para automóveis e caminhões. Em São Paulo, o preço médio do pedágio é de R$ 0,049 por quilômetro. No Rio de Janeiro, de R$ 0,076 por quilômetro.


Já no Rio Grande do Sul, onde o reajuste que entra em vigor dia 1º de dezembro chega a 33,4% e a tarifa é usada apenas para a conservação das rodovias (no Paraná ela garantiria obras de duplicação e modernização), o preço médio será de R$ 0,041 por quilômetro. No resto do país, a tarifa média do pedágio é de R$ 0,046 por quilômetro.


Para o cálculo do preço médio do pedágio no Paraná a extensão do Anel de Integração considerada é de 2.035 quilômetros (portanto sem os 300 quilômetros de rodovias secundárias, cuja conservação é de responsabilidade das concessionárias).


O índice de correção do pedágio paranaense é resultado da aplicação de uma fórmula que inclui uma cesta com 12 índices da Fundação Getúlio Vargas, que medem a variação de custos de pavimentação, construção, terraplenagem e até a inflação do IGP.


O desconto ou incorporação de resíduos de arredondamentos, decorrentes da aplicação da fórmula de reajuste utilizada, faz com que os índices de correção sejam diferenciados em cada trecho do Anel de Integração.


Assim, o pedágio para uma viagem de carro entre Cascavel e Paranaguá (via Palmeira), por exemplo, vai passar de R$ 24,60 para R$ 28,80 (reajuste de 17%). O pedágio para um caminhão de três eixos nesse mesmo itinerário passará de R$ 62,10 para R$ 74,70 (reajuste de 20%).


No trecho Londrina-Curitiba (via Mauá da Serra), o pedágio de automóveis passará de R$ 15,60 para R$ 18,20 (16%) e o de caminhões de três eixos de R$ 38,40 para R$ 45,60 (18%). E no trecho Cascavel-Maringá, o pedágio de automóveis vai subir de R$ 10,50 para R$ 12,00 (14%). O de caminhões de três eixos vai de R$ 26,10 para R$ 31,50 (20%).


A implantação do Anel de Integração, com a administração privada das rodovias, está completando três anos - mas a cobrança do pedágio só começou em junho de 1998. Em julho de 1998 houve uma redução média de 50% e em março deste ano, uma recomposição que chegou em média a 112% para automóveis e 76% para caminhões.


No cálculo acumulado, em três anos as tarifas de pedágio tiveram uma correção média de 36,84%, já incluído o reajuste que começa a vigorar no próximo sábado. No mesmo período, a inflação medida pelo IGP-M foi de 44,54%. O salário mínimo subiu 34,82% (de R$ 112,00 para R$ 151,00). E o óleo diesel foi aumentado em 74,55%.

Desde que as seis concessionárias assumiram as rodovias, em novembro de 1997, já investiram R$ 363 milhões em obras de recuperação e modernização das estradas. E realizaram cerca de 320 mil atendimentos ao usuário, entre atendimentos médicos de emergência e socorros a veículos com problemas mecânicos.


Continue lendo