Economia

Aumento na taxa de juros é encarada com normalidade

22 mar 2001 às 19:57

O anúncio do aumento da taxa de juros em meio ponto percentual, feito ontem à noite pelo Banco Central, foi encarado com normalidade no sistema bancário e entre economistas paranenses. Poucos clientes e consumidores se dispuseram a telefonar ou ir a agências bancárias para saber o que aconteceria com seu dinheiro. Gerentes de bancos trataram de assegurar que os bancos não farão um repasse imediato.

As financeiras também garantiram a manutenção das taxas de juros cobradas para os consumidores. O gerente de Marketing, Planejamento e Orçamento do Banco do Brasil, em Curitiba, Marco Antonio Busnardo, afirmou que ainda "é cedo" para os bancos tirarem conclusões. "Não deve ocorrer alteração a curto prazo. Temos que esperar para analisar o comportamento do mercado", afirmou.


Uma das mudanças que mais significativas para os pequenos clientes dos bancos é a taxa de juros cobrada no cheque especial. No caso do Banco do Brasil ela gira em torno de 7,45% para quem recebe proventos pelo banco e de 7,74% para os demais clientes. A média nos bancos tem ficado entre 8% e 10%, conforme a institutição. Alterar para cima este índice dependerá muito do comportamento do mercado nas próximas semanas.

Leia mais em reportagem de Carmem Murara na Folha do Paraná/ Folha de Londrina desta sexta-feira


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