Pesquisar

Canais

Serviços

Publicidade
Economia

Banco do Brasil bate lucro recorde de R$ 17,8 bi em 2019

Agência Brasil
13 fev 2020 às 16:05
- Arquivo/Agência Brasil
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

O BB (Banco do Brasil) atingiu lucro recorde de R$ 17,8 bilhões em 2019, resultado 32,1% superior ao registrado em 2018.

Somente no último trimestre de 2019, a instituição bancária já alcançava um lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões. Este valor representou um crescimento de 20,3% em relação ao totalizado no último trimestre de 2018.

Cadastre-se em nossa newsletter

Publicidade
Publicidade


Para o presidente do BB, Rubem Novaes, o banco vivencia "um momento bastante feliz na sua história". "É o maior lucro em termos reais e a rentabilidade sobre patrimônio é excepcional, chegando muito próximo dos nossos parceiros privados", afirmou na manhã de hoje (13), em São Paulo, durante anúncio do balanço.

Leia mais:

Imagem de destaque
CIDADE ACOLHEDORA

Cerca de 43% dos visitantes procuram Londrina para lazer, negócios e eventos, aponta levantamento

Imagem de destaque
Nos últimos dez anos

Dificuldade de crédito dificulta finanças de pequenas indústrias

Imagem de destaque
Jogo simples custa R$ 5

Mega-Sena sorteia nesta terça-feira prêmio acumulado em R$ 120 milhões

Imagem de destaque
Pelos Correios ou de forma digital

Empresas têm até dia 29 de fevereiro para enviar comprovantes de rendimentos


A instituição bancária fechou o ano com uma redução de 2,6% na carteira de crédito ampliada, que somou R$ 680,7 bilhões. Já a carteira MPME (para micro, pequenas e médias empresas) cresceu 8,5% no período, chegando a R$ 64,5 bilhões.

Publicidade


Para 2020, a previsão é de que o banco fature de R$ 18,5 bilhões a R$ 20,5 bilhões. A projeção é de que a carteira de crédito tenha alta de 5,5% a 8,5%, a partir de um aumento que deve variar de 10% a 13% no varejo, de 2% a 5% no atacado e de 1% a 4% na esfera do agronegócio.


CRÉDITO RURAL

Publicidade


O balanço apresentado também documenta piora no âmbito do crédito rural, que teve uma queda de R$ 1,7 bilhão, equivalente a 1%. De acordo com o BB, a redução de R$ 5,6 bilhões na Comercialização Agropecuária foi compensada pelo aumento na carteira de Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural), de R$ 2 bilhões, e pelo Investimento Agropecuário, de R$ 2,3 bilhões. A instituição informou ainda que, entre empresários do agronegócio, sua participação de mercado foi de 64,4%, mesmo nível de 2018.


Sobre o crédito rural, Novaes ponderou ser necessário que o governo reconsidere os critérios para concessão. "Não há nada mais importante hoje, no setor rural, do que a revisão das exigências de capital, feitas pelo Banco Central para o crédito agrícola. Nós entendemos que são exageradas essas exigências e, se houver uma redução desses valores, poderá haver uma grande expansão do crédito rural no país", disse Novaes.

Publicidade


O vice-presidente de Agronegócios e Governo, João Rabelo, destacou que a estratégia do banco para o setor do agronegócio é agilizar a liberação de créditos por meio de plataformas digitais. Ele acrescentou que o intuito é ampliar os contratos com pessoa física.


Atualmente, o banco tem preparado agências para atender especificamente a esse público. A rede do BB conta com aproximadamente 5.400 pontos de atendimento em todo o país, sendo que cerca de 13% tem esse perfil. "Temos 746 agências vocacionadas ao agro [agronegócio]. Essa capilaridade é muito importante. Fazemos agro nos 5.400 pontos de atendimento. A operação é comum a todas as agências, mas temos 746 vocacionadas, em praças onde o agro é muito pujante, crescente, e não temos problema nenhum. Aliás, a nossa expectativa é de que possamos estar ampliando a quantidade de agências agronegócio. Vamos acompanhar o agricultor, onde quer que ele esteja", afirmou o vice-presidente de Negócios de Varejo, Carlos Motta.

Publicidade


PRIVATIZAÇÃO


Perguntado, Novaes afirmou ser favorável à privatização do banco. Ele também garantiu que não pretende implantar, no momento, um plano de demissão voluntária para os funcionários que hoje ingressam por concurso público.


"Não teria mudança traumática nenhuma. Quando eu falo em privatização, imagina-se uma revolução. Não é nada disso que se está imaginando. É a gente se ver livre das amarras que o setor público nos impõe", disse.

Segundo ele, a privatização do BB é "inevitável", mas também "uma decisão política". "É uma decisão política, está muito acima de nós. Tem que passar pelo Congresso [Nacional], convencer o presidente da República."


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade