O diretor de política econômica do Banco Central, Ilan Goldfaj, informou nesta segunda-feira que o Brasil sacará a parcela de U$ 4,1 bilhões liberada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na última sexta-feira.
De acordo com o diretor, o motivo que levou a equipe econômica a lançar mão do montante, que é parte do empréstimo assinado em setembro do ano passado no valor de U$30 bilhões, foi o aumento da disponibilidade das reservas internacionais, ainda que o país não esteja, necessariamente precisando ampliar as reservas.
"O montante maior nas reservas é um sinal importante, e é sempre recomendável", disse ele lembrando que as reservas serão úteis "no caso de qualquer alteração no cenário internacional".
Goldfajn, disse ainda que a provável guerra entre Estados Unidos e Iraque pode levar a equipe econômica a rever alguns termos do acordo com o FMI. Segundo Goldfajn, a guerra pode levar o governo a alterar o piso das reservas internacionais de US$ 5 bilhões acertado com o Fundo.