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Campanha unificada pode levar à greve

Vânia Casado - Folha do Paraná
25 set 2001 às 11:24

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A CUT anunciou a adesão dos sindicatos dos servidores públicos federais e estaduais na campanha do Paraná. Para o presidente da CUT, Roberto Van der Osten, a unificação das campanhas não representa o caminho para a greve geral dos trabalhadores, mas não descartou que ela pode "ser construída a partir desta união".
A unificação das campanhas está sendo organizada pela CUT em todo o País e deve atingir 4 milhões de pessoas. Van der Osten ainda não sabe estimar quantas pessoas e categorias de trabalhadores a união das campanhas deve atingir no Paraná, porque o assunto ainda está sendo discutido com alguns sindicatos. A negociação dos índices continua sendo feita pelas categorias em separado, mas a movimentação dos trabalhadores, servidores, professores e estudantes será a mesma.
O representante dos docentes das Universidade Federal do Paraná (UFPR) , Francisco de Assis Marques, adverte que se o governo federal não acatar as reivindições apresentadas, o caminho natural será o cancelamento do segundo semestre de 2001 e do vestibular da UFPR para 2002.
Na manhã desta terça-feira, a CUT começa a instalar barracas na Boca Maldita, em Curitiba, onde membros dos sindicatos vão esclarecer para a população que existe algo mais complexo que impede o repasse de reajustes para os servidores e para os trabalhadores. Von de Osten disse que por trás de tudo isso está o projeto neoliberal adotado pelo governo e a excessiva obediência ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que prega o estado mínimo, que "pode ser o fim da sociedade", avisa.
A população precisa discutir qual o modelo de sociedade pretende. Os sindicalistas vão debater ainda o desmonte do serviço público, as privatizações na Copel, Petrobras, Correios, bancos federais e os abusos cometidos pelos bancos contra os clientes e usuários.
Van der Osten disse que quer alertar a população que existe uma política de achatamento salarial iniciada há sete anos entre os servidores públicos federais, depois os servidores públicos estaduais e agora está se disseminando entre as empresas. Os governos alegam que precisam se adequar às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não apresentam nenhuma transparência nos debates.

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