O Banco Central do Brasil (BC) segue expandindo as funcionalidades do Pix, consolidando a tecnologia como a principal ferramenta financeira do país. A agenda regulatória da autoridade monetária busca trazer mais automação para os consumidores, facilidades operacionais para empresas e camadas avançadas de proteção.
- Golpe do FGTS: como se proteger para não ser vítima
- Entenda o novo impacto da IA da Receita Federal em compras internacionais
As novas diretrizes vão desde o uso de inteligência artificial para barrar fraudes até a realização de pagamentos sem conexão com a internet. Confira as principais inovações planejadas e regulamentadas pelo Banco Central para os próximos meses:
Pix Offline: A funcionalidade permitirá transferências via proximidade (NFC) mesmo sem sinal de internet. A transação é gravada localmente no dispositivo e sincronizada de forma segura assim que houver reconexão, facilitando o uso no transporte público e em locais remotos.
IA contra fraudes em tempo real: O BC disponibilizará às instituições financeiras um modelo de machine learning que calcula o risco de fraude de cada transação no momento em que ela ocorre. O sistema automatiza o bloqueio cautelar e cruza dados para conter o repasse de valores desviados entre diferentes contas.
Pix Automático expandido: Focado em substituir o débito automático em contas de luz, streaming, mensalidades e serviços recorrentes sem cobrança de taxa para pessoa física. A expansão passa a integrar plenamente contas-salário e novas modalidades de autorização em aplicativos bancários.
Pix como garantia de crédito: A autoridade monetária trabalha na integração da ferramenta ao mercado de crédito. O objetivo é permitir que empresas, principalmente do varejo, utilizem o fluxo futuro de recebíveis em Pix como garantia para obtenção de financiamentos com juros reduzidos.
Integração internacional: O BC avança nos acordos com arranjos de pagamentos estrangeiros para interligar o sistema brasileiro a redes internacionais, barateando remessas financeiras e compras presenciais no exterior.
As inovações exigirão atualização cadastral e adequação por parte das instituições de pagamento e comércios, com a promessa de tornar as operações diárias mais ágeis e blindadas contra golpes.