O dólar fechou esta sexta-feira em leve queda de 0,09%, cotado a R$ 3,497.
O mercado de câmbio abriu o dia tenso, refletindo o temor causado pelas declarações do presidente dos EUA, George W. Bush, que pressiona o Conselho de Segurança da ONU para que autorize a guerra contra o Iraque.
O "efeito Bush" levou o dólar à maior cotação do dia pela manhã - R$ 3,525.
Em seguida, a divulgação do relatório do chefe dos inspetores de armas da ONU no Iraque, Hans Blix, acalmou os investidores. No meio da tarde, o dólar chegou a valer R$ 3,475, menor cotação do dia.
A moeda voltou a subir no final do pregão, fechando praticamente estável.
"Como vem um fim de semana pela frente, e ninguém sabe o que irá acontecer no front externo, ninguém quer ficar comprado ou vendido em dólares", explica o analista Joel Machado, da Century Investimentos.
O dólar fecha a semana em queda expressiva de 2,09% - no início dos negócios de quarta-feira, estava cotado a R$ 3,57.
Foi uma semana de ótimas notícias sobre a economia brasileira - liberação de US$ 4,6 bilhões do FMI, superávit fiscal, superávit na balança comercial, queda no risco Brasil, valorização dos papéis da dívida brasileira.
"Não fosse a ameaça de guerra, o dólar poderia estar abaixo dos R$ 3,40", afirma Machado.