O dólar voltou a superar a barreira dos R$ 3. Nesta sexta-feira, a moeda registrou alta de 2,89%, e a moeda fechou cotada a R$ 3,03.
De acordo com o analista Joel Machado, da Century Investimentos, uma série de fatores negativos provocou essa forte alta. O adiamento da reunião do presidente Lula com os governadores, que deveria ter sido na quinta-feira e acabou sendo transferida para segunda, vai adiar também a entrada do texto da reforma previdenciária na Câmara dos Deputados, que estava marcada para o dia 5.
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Além disso, a lei das falências (que trata das concordatas das empresas) - que deve ser votada antes da reforma da Previdência no Congresso - ainda não foi a pleito no Congresso Nacional.
Outro fator que tem afastado os investidores estrangeiros são os conflitos sociais, como o dos sem-terra e dos sem-teto, e que estão tendo repercussão internacional.
Não foi só o câmbio que sofreu forte influência com tais fatores nesta sexta-feira. Os C-bons (títulos da dívida externa) tiveram desvalorização de aproximadamente 2,5% e o risco-Brasil subiu, e está por volta dos 850 pontos.
Nesta semana, o dólar sofreu uma alta de 4,74% - na segunda-feira (28 de julho), a cotação do dólar foi aberta valendo R$ 2,893.