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Encerramento do Mercado Financeiro em 02.07.02

Century Investimentos Ltda.
02 jul 2002 às 17:30

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CÂMBIO
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,14%, cotado a R$ 2,888 para compra e a R$ 2,892 para venda. O mercado de câmbio continuou com o movimento de volatilidade, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 2,875 e a máxima de R$ 2,940.
Numa entrevista, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse hoje que a instabilidade dos mercados é um "flagrante exagero" e que o Brasil "não vai cometer suicídio econômico". O BC, aparentemente contribuiu para a queda do dólar, ao vender um lote de prefixados a altas taxas de juros para garantir o repasse integral. Um lote de 500 mil Letras do Tesouro Nacional (LTNs) foi vendido com taxa fixada em 20,36% ao ano. O prazo do papel, 4 de setembro, é o mais curto desde 1999. Na última vez em que o Tesouro vendeu papéis, os juros foram de 19,09%. Também houve comentários no mercado de que o BC teria atuado na recompra de títulos da dívida externa, embora a liquidez esteja fraca.
O secretário do Planejamento, Guilherme Dias, disse que "o mercado financeiro opera com variáveis de longo prazo. Ninguém tem bola de cristal para prever quando será no final do ano, mas o BC pensa em R$ 2,55. Essa volatilidade reflete as perdas dos mercados internacionais.


JUROS
Os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2003 fecharam em 24,45% ao ano, o fechamento de ontem foi de 24,70% ao ano. Assim como o mercado de câmbio, o mercado de juros também teve alta volatilidade, chegando a máxima de 26,50% ao ano. O leilão de um lote de 500 mil LTN's foi vendido com taxa fixada em 20,36% ao ano, dentro das expectativas do mercado (20,30% e 20,50%), ajudando a tranquilizar o mercado.

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RENDA VARIÁVEL
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou o pregão em baixa de 0,43%, com 10.845 pontos e volume financeiro de R$ 366 milhões.
O cenário eleitoral continua sendo o fator de maior preocupação no mercado acionário, os rumores de ascensão do candidato Ciro Gomes prosseguiram no pregão de hoje.
O mercado externo também está influenciando o desempenho da bolsa paulista. O nível de desconfiança dos investidores em relação aos balanços das empresas estrangeiras aumentou, hoje foi a vez da francesa Vivendi Universal, atuante na área de mídia e entretenimento. As cotações chegaram a cair mais de 40%, as operações com os papéis da empresa na bolsa de Paris foram interrompidas seis vezes para tentar frear o nervosismo. A informação que chegou ao mercado é de que a empresa inflou o seu lucro em 1,5 bilhão de euros, aproximadamente US$ 1,47 bilhão.
As bolsas norte-americanas caíram novamente na sessão de hoje. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones cedeu 1,12%, contabilizando 9.007,80 pontos. Na Bolsa Eletrônica, o índice Nasdaq desvalorizou 3,27%, encerrando a 1.357,85 pontos.


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