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Escândalo de violação põe Facebook em xeque

Agência Ansa
20 mar 2018 às 08:57

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Reprodução
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O responsável pela área de segurança do Facebook, Alex Stamos, teria decidido deixar o cargo, em meio a "desacordos internos" por causa do escândalo envolvendo a empresa de análise de dados Cambridge Analytica, acusada de violar as informações de 50 milhões de usuários nos Estados Unidos. A informação é do jornal "The New York Times" e expõe as divisões dentro da maior rede social do mundo sobre como lidar com as "fake news" ("notícias falsas") que são disseminadas por meio da plataforma.

Stamos, de acordo com o "NYT", pregava "máxima transparência" na revelação de atividades de desinformação supostamente patrocinadas pela Rússia. O "caso Cambridge Analytica" estourou no fim de semana, quando os jornais "The New York Times" e "The Guardian" publicaram que a empresa violara os dados de 50 milhões de usuários nos EUA por meio de um teste de personalidade desenvolvido por um acadêmico russo, Aleksandr Kogan.

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Ao todo, cerca de 270 mil pessoas teriam feito o teste, e Kogan teria tido acesso a dados de identidade, localização e dos contatos desses usuários, totalizando 50 milhões de indivíduos. Em seguida, teria repassado essas informações para a Cambridge Analytica, o que é proibido. A empresa foi contratada pela campanha do então candidato à Presidência Donald Trump, que hoje vê membros de seu governo e sua família suspeitos de conluio com a Rússia para beneficiá-lo nas eleições. A consultoria também teria prestado serviço a grupos pró-Brexit.

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As informações coletadas pelo teste de Kogan teriam sido usadas para entender o comportamento de eleitores e tentar direcionar suas escolhas. A firma de consultoria foi suspensa pelo Facebook, cujas ações despencaram quase 7% no pregão desta segunda-feira (19) na Nasdaq.


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