Economia

Euforia na bolsa eleva ações da Copel

24 nov 2001 às 12:40

As ações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) negociadas na bolsa de Nova York, as ADRs, subiram 8% ontem, e fecharam o pregão cotadas em US$ 6,73. Essa alta no preço dos papéis brasileiros revela otimismo dos investidores e mostra que eles estão reconhecendo a tendência de melhora da economia brasileira, interpretam analistas.

O cenário otimista leva a crer que uma terceira tentativa de venda da Copel pode ser bem sucedida, ao contrário das duas primeiras em que o leilão para a venda da estatal fracassou, avaliam.


No Brasil, a situação ontem não foi diferente. As ações ordinárias da Copel (ON), chegaram a subir 4%, mas fecharam o pregão cotadas a R$ 17,11 o lote de mil ações – o que corresponde a uma alta de 3,38%. As ações subiram no embalo do otimismo da bolsa brasileira, o que pode significar que investidores estão acreditando na economia brasileira. ‘Se o País vai bem, muda o ânimo dos investidores’, observa.


Com este cenário, as chances de sair novo leilão são bem maiores, afirma o analista. Segundo ele, o governo está com sorte e pode conseguir até ágio na venda da empresa. O analista disse também que a melhora das condições da economia dispensa o fracionamento da Copel e favorece a venda da empresa em bloco.


O fato é que o mercado está otimista. A alta da Bolsa de São Paulo foi impulsionada pela concentração da compras de ações de companhias de telecomunicações e do setor elétrico.


O analista do banco Sudameris, Marcos Severini, informa que os grupos pré-qualificados para o leilão da Copel, que são as empresas Tractebel, Votorantim, Vale do Rio Doce e GP Investimentos, estariam se articulando para formar novo consórcio para a compra da estatal.

Mas dessa vez, o consórcio estaria negociando um prazo de pagamento com o governo do Paraná. Ao invés de um prazo de 12 dias após o leilão para quitação da fatura, o grupo pagaria a empresa no prazo de um ano, com uma antecipação de 20% ou 30% do valor de venda. O restante seria pago em um prazo de 12 meses. Severini acredita que o edital de venda sairá antes do dia 18, data que o mercado financeiro acredita como a mais provável para a terceira tentativa de leilão.


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