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Marca Banestado começa a ser extinta

Valmir Denardin - Folha do Paraná
31 mai 2001 às 12:32

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Quase oito meses após comprar o Banestado, o Itaú começa neste final de semana o processo de extinção da marca do antigo banco estadual paranaense. A Folha apurou que parte das agências fecharão na sexta-feira como Banestado e reabrirão, na segunda, já com a marca Itaú. No meio empresarial, o processo é chamado de "virada de bandeira".

Em correspondência enviada aos clientes, o Itaú informa que a transição, para efeito de movimentação de contas, vai ocorrer em 18 de junho. O banco pede para o cliente ir à agência para trocar o número das contas corrente ou de poupança e solicitar um novo cartão magnético. Não informa se essa operação terá algum custo. "Fique tranquilo, o processo de transição é simples e seguro", afirma a carta.

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Informa também que o atual cartão Banestado não poderá, a partir daquele dia, ser utilizado na rede Banestado. "Você poderá utilizar o cartão Banestado até a troca pelo cartão Itaú exclusivamente nas agências e caixas eletrônicos Itaú."


Procuradas pela Folha ontem à tarde, as assessorias de imprensa do Banestado, em Curitiba, e do Itaú, em São Paulo, informaram que o diretor de Relações Institucionais, Aldous Galletti, estava em reuniões e só poderá atender a reportagem hoje.


A Folha apurou que o processo vai seguir um cronograma, que durará meses. Muitas agências permanecerão com a marca Banestado. No processo de privatização, o Itaú se comprometeu legalmente a manter a marca paranaense e a sede no Estado por um prazo de cinco anos - que expira em outubro de 2005. No momento da privatização, o Banestado tinha 376 agências.


As 30 agências do banco fora do Paraná - principalmente em capitais de Estados - já foram fechadas. Tiveram o mesmo destino as nove agências do Banco del Paraná, braço paraguaio do Banestado. No período estatal, o del Paraná estava constantemente envolvido em operações de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos ao exterior.

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Criado há 73, em 1928, o Banestado foi vendido em 17 de outubro do ano passado, por R$ 1,625 bilhão - ágio de 303% em relação ao preço inicial. O dinheiro não ficou no Paraná. Foi direto ao Tesouro Nacional, para abater 25% da dívida do governo paranaense com o Banco Central. O BC emprestou R$ 6 bilhões para sanear financeiramente o Banestado.


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