O consumidor paranaense vai ter que pagar mais caro pela tarifa de energia elétrica. Analistas do setor energético prevêem que esta é a consequência mais provável do novo modelo institucional do setor anunciado ontem pela ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef.
O modelo vai reduzir a lucratividade da Copel e Cemig, empresas de energia elétrica do Paraná e de Minas Gerais, consideradas as duas mais rentáveis do setor na América Latina.
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Certamente a perda da lucratividade da companhia deverá ser compensada pelo aumento da tarifa paga pelo consumidor, admitiram os analistas em energia elétrica Ivo Pugnaloni, da Enercons Consultoria em Energia; e João Carlos Cascaes, ex-presidente da Copel. Isso porque a Copel terá que vender barato a energia que produz e vai recomprá-la a um custo mais alto.
Esse mecanismo vai ocorrer porque o governo federal instituiu uma câmara comercializadora, em que todas as usinas produtoras do País, velhas ou novas, caras ou baratas, terão que vender a energia. Além disso, o novo modelo proíbe o auto-suprimento, ou seja a Copel terá que vender sua energia barata pelo custo de produção.
Leia a matéria completa na edição desta sexta da Folha de Londrina