Economia

Paranaguá ganha novo terminal de contêiners

27 set 2002 às 18:22

O governador Jaime Lerner participou nesta sexta-feira da inauguração da primeira etapa de implantação do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). O empreendimento privado recebeu investimentos de R$ 128 milhões em obras e equipamentos.

O superintendente do TCP, Mauro Marder, explicou que os números de movimentação de cargas confirmam a mudança de perfil do porto. Segundo ele, de 1998, quando a empresa assumiu o terminal, a 2001, o número de o movimento aumentou de 140.000 para 257.530 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Neste ano a previsão é chegar a 280 mil. "Exatamente o dobro de quatro anos atrás", disse Marder.


A tendência mundial no uso de cargas acondicionadas em contêineres, a industrialização do Paraná e a estruturação do terminal para a crescente oferta de serviços de qualidade para importadores e exportadores justificam os investimentos feitos no TCP, segundo Mauro Marder.


Dentre os produtos mais movimentados para exportação via contêineres destacam-se a madeira, alimentos congelados, frango, carne, frutas, sucos, cerâmica e café solúvel. Entre os importados, estão principalmente peças e equipamentos para o pólo automotivo paranaense, além de resina, papel e celulose.


Criado em 1998, o Terminal de Contêineres de Paranaguá é especializado em operações portuárias envolvem este tipo de acondicionamento – carga e descarga de navios, armazenagem, entrega e recepção de contêineres, fornecimento de energia e monitoramento de contêineres frigorificados e armazém alfandegado. Além disso, a empresa também oferece soluções de logísticas customizadas para integrar o transporte portuário com outros tipos de transportes.

A parceria feita pelo governo com a iniciativa privada garantiu a esses setores investimentos em montante e prazos que seriam difíceis de serem realizados exclusivamente com recursos públicos. No Porto de Paranaguá, além do TCP, a iniciativa privada implantou e está operando o terminal de veículos, o terminal de fertilizantes e o terminal de movimentação de açúcar a granel. O Porto de Antonina, que estava praticamente desativado, é agora uma das mais modernas plataformas de embarque de mercadorias congeladas da América Latina.


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