Economia

Pedágio pode subir até 12% em dezembro

11 nov 2001 às 19:47

Deve oscilar entre 9% a 12% o reajuste das tarifas de pedágio, que entra em vigor partir do próximo dia primeiro. O aumento está previsto em contrato e programado para acontecer todo ano no mês de dezembro. Por enquanto, o governo estadual não antecipou quais são as novas tarifas. Mas entre as concessionárias já se trabalha com a margem acima.

Projeções de funcionários das concessionárias já apontam em um reajuste médio de 10%. Porém, um novo percentual ainda não está fechado, porque depende das divulgações de índices, como o IGP-M (Índice Geral de Preço de Mercado). Este indexador será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas no próximo dia 15, junto com outros que compõem a tarifa de pedágio. No entanto, o IGP-M alcançou 10,48%.


A fórmula de cálculo do pedágio incluiu um mix de indexadores, a maioria relacionado ao setor de construção e transporte. Por isso, na planilha a ser apresentada à Secretaria de Transportes, o item que mais deve influir na recomposição de tarifas é o asfalto. Por ser um derivado de petróleo, o produto oscilou em função de crises financeiras brasileira.


Pelo contrato, cabe às concessionárias fazerem o cálculo do próximo reajuste. Depois, funcionários do Departamento de Estrada de Rodagem do Paraná (DER-PR) deverão revisar as planilhas apresentadas. De acordo com o assessor jurídico da Secretaria de Transportes, Maurício Ferrante, este processo todo deve se encerrar a cinco dias da data de reajuste, programada para o início do próximo mês.


"O aumento das tarifas deverá acontecer a partir da zero hora do dia 1º de dezembro", disse Ferrante. Entre quatro dias antes, inicia-se uma campanha de divulgação do novo valor do pedágio. Pelo contrato, o valor cobrado de cada praça será estipulado com índices diferentes.


No entanto, quem deverá bater o martelo sobre o aumento das tarifas será o governador Jaime Lerner (PFL). No último reajuste de pedágio, o governo estipulou um valor menor que o estipulado pelas concessionárias. No entanto, alguns pontos do cronograma de obras foram revisados.

No ano passado, a média de reajuste para veículos de passeio ficou em 16,46%, enquanto que o aumento para caminhões atingiu o percentual de 20,48%. Em 2000, o reajuste foi maior porque havia pendências, que ficaram por causa da redução das tarifas de pedágio, imposta pelo governador um mês após o início das cobranças, junho de 1998.


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