Rural

Campanha contra aftosa ganha prazo de tolerância

19 nov 2001 às 21:43

A campanha de vacinação contra febre aftosa, que oficialmente se encerra nesta terça-feira, ganha um prazo de tolerância de mais 10 dias somente nas regiões onde os pecuaristas tiveram problemas com o fornecimento das vacinas. Para estabelecer quais as regiões e municípios que se enquadram no período de tolerância a Secretaria da Agricultura determinou que as Unidades Veterinárias de todo o Estado enviem relatórios informando a situação sobre o fornecimento de vacinas em cada localidade.

Os pecuaristas das regiões que comprovamente não tiveram as vacinas no período recomendado poderão vacinar seus animais normalmente até o próximo dia 30, informou Felisberto Baptista, chefe da Divisão da Sanidade Animal, do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura. "Esse problema será administrado na linha da tolerância", reforçou.


Baptista disse que faltou vacina por três motivos. O primeiro é a ocorrência de um controle de qualidade rigoroso por parte do Ministério da Agricultura que suspendeu o fornecimento de alguns lotes de vacinas para o abastecimento. Em seguida, houve uma demanda adicional de 19 milhões de doses porque o Rio Grande do Sul voltou a vacinar seus animais. Além disso, o Brasil também exportou vacinas, o que reduziu a oferta do produto.


Baptista salientou que no Paraná o nível de conscientização do pecuarista sobre a necessidade de vacinar os animais contra aftosa já é satisfatório. Depois da ocorrência de focos da doença nos países vizinhos, Argentina e Uruguai e no Rio Grande do Sul, os pecuaristas sentiram que não se pode baixar a guarda, disse. Segundo ele, enquanto houver vírus circulante da aftosa na América Latina, a principal prevenção é a imunização e as barreiras através de controle de trânsito.

Segundo Baptista, os pecuaristas estão vacinando seus animais mais para atender uma exigência do mercado internacional, do que temor da multa. "Isso porque os preços da carne de boi e de suíno nunca estiveram nas alturas, como está ocorrendo este ano", avaliou. Para quem não vacinou no período de campanha será multado em R$ 51,64 por cabeça não vacinado.


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