Rural

Paraná faz rastreamento de bovinos importados da Europa

07 mar 2001 às 11:09

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e a Delegacia Federal do Ministério da Agricultura no Paraná iniciam hoje a segunda fase do rastreamento de bovinos importados da Europa no período de 1980 a 1997. Em uma reunião realizada ontem à tarde, em Curitiba, técnicos dos dois órgãos decidiram que a partir de hoje começam a ser visitadas cerca de 120 propriedades que têm os animais importados.

O resultado desse rastreamento deverá ser entregue até o dia 16 de março no Ministério da Agricultura, em Brasília, que elegeu este trabalho que está sendo feito em todos os Estados como prioridade do governo federal. O objetivo do rastreamento é comprovar aos países importadores de carne que o rebanho bovino brasileiro não apresenta nenhum tipo de sintoma relacionado à doença Encefalopatia Espongiforme Bovina, mais conhecida como mal da vaca louca.


A primeira fase do rastreamento, já concluída, cadastrou somente os animais importados da França e Alemanha, que totalizaram 636. Na primeira fase, foram visitadas 90 propriedades em todo o Estado. Agora a segunda fase envolve os animais importados de todos os países da União Européia no período determinado pelo Ministério. Segundo o médico veterinário Silmar Burer, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o Ministério da Agricultura tem pressa em comprovar que o rebanho bovino brasileiro está imune à doença do mal da vaca louca.

O rastreamento que está sendo feito consiste na localização da propriedade, identificação e verificação das condições sanitárias que se encontra o animal importado. Todas as propriedades estão sendo visitadas e os proprietários estão sendo comunicados individualmente sobre as instruções de portaria ministerial que proíbe a comercialização dos animais importados em território nacional. Quando encerrar a vida útil desses animais (reprodução), eles deverão ser sacrificados e os proprietários serão indenizados pelo governo federal.


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