Em 30 dias o Tribunal de Contas deve apresentar um relatório dos efeitos que uma suposta paralisação das atividades da montadora Daimler-Chrysler, localizada em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, poderia acarretar ao Estado. Entre os objetos de estudo estão o protocolo que oficializou a vinda da montadora para o Paraná e documentos firmados com o governo estadual e outros que estão em posse das secretarias de Fazenda e de Planejamento.
A preocupação não é só com um eventual fechamento da fábrica. O anúncio de que as picapes Dakota não serão mais produzidas em Campo Largo, feito pela montadora no último dia 29, preocupou o TC porque mexe com as finanças do Estado. Com a diminuição da produção, menos ICMS(Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) será arrecadado e o Estado pode vir a ter prejuízo na negociação que trouxe a Chrysler para o Paraná.
Além disso, o TC vai analisar os impactos decorrentes da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) feita pelo governo de São Paulo e concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro. A Chrysler foi afetada porque a ação modificou os contratos em que o governo estadual tinha concedido incentivos fiscais e a empresa teria que recolher, a partir de 2002, o ICMS.
Leia mais em reportagem de Rosana Félix, na Folha do Paraná/ Folha de Londrina desta quinta-feira