A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita a empresas e pesquisas para fazer parte do cotidiano das pessoas. Enquanto a ferramenta ajuda em tarefas como criação de textos, edição de imagens e automação de serviços, criminosos também passaram a explorar os recursos da IA para aplicar golpes mais convincentes e difíceis de identificar.
Com a tecnologia, golpistas conseguem criar mensagens personalizadas, imitar vozes, produzir imagens falsas e até desenvolver conversas em tempo real com vítimas. O objetivo é aumentar a sensação de confiança e induzir a pessoa a revelar informações pessoais, realizar transferências ou acessar links maliciosos.
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Um dos métodos que ganhou destaque é o uso da clonagem de voz. A partir de pequenos trechos de áudio disponíveis na internet, criminosos podem gerar uma reprodução artificial da voz de uma pessoa conhecida, como familiares ou amigos, e simular situações de emergência para pedir dinheiro.
Outra prática envolve a criação de perfis falsos em redes sociais com imagens geradas por inteligência artificial. As contas passam a interagir com usuários, construir uma relação de confiança e, posteriormente, tentar aplicar golpes financeiros ou coletar dados.
A IA também facilita a produção de mensagens com aparência profissional. Antigamente, erros de português e textos genéricos ajudavam a identificar fraudes. Agora, criminosos conseguem criar e-mails, anúncios e conversas mais naturais, adaptadas ao perfil de cada vítima.
A principal defesa continua sendo a atenção do usuário. Desconfiança diante de pedidos urgentes, confirmação da identidade de quem solicita dinheiro e cuidado ao compartilhar informações pessoais são atitudes importantes para reduzir os riscos.
Além disso, recomenda-se ativar autenticação em duas etapas, evitar clicar em links recebidos por mensagens desconhecidas e limitar a exposição de dados e áudios pessoais nas redes sociais.