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O que será que houve?

Veículos mostram hipóteses para queda do Facebook

04 out 2021 às 18:08
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Depois de cerca de 4 horas fora do ar, o Facebook e seus principais aplicativos -WhatsApp, Facebook Messenger e Instagram- ainda não dão sinais de retorno. O apagão se deu em diversas partes do mundo: Brasil, Índia e Estados Unidos foram alguns dos países que registraram queixas dos usuários.

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Um pico de reclamações foi captado pelo site Downdetector pouco depois das 12h nas redes sociais.
Perto das 13h, eram cerca de 52 mil reclamações contra o WhatsApp, 15 mil contra o Instagram e 7.500 contra o Facebook, de acordo com o site.


Desde então, o assunto segue entre os mais comentados no Twitter, rede social independente do Facebook que não caiu e onde a empresa se manifestou para falar que estava "trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido o possível".

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Ainda não há explicações oficiais sobre a queda das redes sociais, mas algumas hipóteses estão sendo apontadas.


O site The Verge, especializado em cobertura de tecnologia, afirma que "o problema é aparentemente" o DNS (Domain Name System, ou Sistema de Nomes de Domínio). A sigla denomina um sistema que registra os nomes do site e os seus endereços IP -que são um número identificador.


Quando um usuário digita o site no qual deseja navegar, por exemplo, é esse sistema o responsável por traduzir o que foi digitado para o endereço IP e permite o acesso.


O BGP (Border Gateway Protocol, ou Protocolo de Entrada da Fronteira) também pode ser um dos motivos. Ele é uma espécie de conjunto de regras responsáveis por conectar as redes de internet.


O jornal New York Times, por exemplo, por meio de fontes do departamento de segurança do Facebook que quiseram anonimato, sustenta que a possibilidade de um ataque hacker é improvável. A explicação seria a sincronia da queda das três redes, que possuem tecnologias diferentes.


O jornal americano diz ainda que a plataforma interna de comunicação da empresa, Workplace, também saiu do ar.


Já o britânico Financial Times destaca que o apagão ocorre um dia antes de uma funcionária da companhia testemunhar no Senado americano. Frances Haugen foi a responsável por fornecer os documentos internos da empresa que deram origem a uma série de reportagens do Wall Street Journal.


O veículo afirma, por exemplo, que a companhia estava ciente desde 2019 de que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes.

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