O auditor da Receita Estadual, Luiz Antônio de Souza, detido no dia 13 de janeiro em um motel de Londrina na companhia de uma adolescente de 15 anos, já acumula seis mandados de prisão preventiva. Souza é réu em cinco dos oito inquéritos concluídos pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) relacionados ao esquema de exploração sexual de menores de idade descoberto no município justamente após a prisão dele.
Suspeito de manter relações sexuais com diversas adolescentes no município e pagar por isso, Souza também é alvo de uma nova investigação do Gaeco, que culminou no sexto pedido de prisão preventiva dele e na detenção de Orlando Aranda, outro auditor da Receita Estadual.
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De acordo com o delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, os dois auditores teriam mantido relações sexuais com uma adolescente no ano de 2002, quando a menina tinha apenas 13 anos de idade. Eles serão investigados por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição.
O novo inquérito deve ser concluído pelo Gaeco em dez dias. Até lá, o delegado pretende ouvir os acusados e colher depoimentos de novas adolescentes. "O número de vítimas não para de aumentar", destacou Alves, acrescentando que as investigações já identificaram a participação de ao menos 30 meninas no esquema, muitas delas virgens.
Também são suspeitos de participarem da rede de exploração sexual, mas como 'usuários', o fotógrafo e ex-assessor do Governo do Estado, Marcelo Caramori, que deixou a prisão no final da tarde de ontem, o policial civil Jefferson dos Santos, e o ex-delegado da Receita Estadual em Londrina, José Luiz Favoretto Pereira, além de diversas aliciadoras.