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Erosão no Ribeirão Quati ameaça segurança de moradores

Redação Bonde com CML
17 jun 2016 às 21:02

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Divulgação/CML
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A Câmara Municipal iniciou nesta sexta-feira (17) a articulação de órgãos públicos na tentativa de resolver um antigo problema, que se intensificou com as últimas chuvas: a cratera formada pela ruptura de duas redes de galerias pluviais nos fundos da Rua Ébano, próximo à nascente do Ribeirão Quati, no Jardim Santa Rita (zona Oeste).

Representantes das secretarias municipais de Obras e do Ambiente, da Defesa Civil, do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) acompanharam o vereador Vilson Bittencourt em uma visita técnica ao local, nesta tarde.

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A união de esforços em busca de uma solução é justificada pela complexidade do problema e pelo perigo representado à comunidade local. A poucos metros do enorme buraco, sem qualquer tipo de proteção, há várias residências.


"Moro aqui há 33 anos, e antes estas tubulações ficavam todas encobertas. Agora, a cada chuva forte a cratera avança para o lado das casas. De janeiro para cá uns quatro metros desmoronaram e cinco tubulações caíram lá no fundo", conta o vigilante Vicente Alexandro de Oliveira.


De acordo com o engenheiro civil Eduardo Ilnicki, da Diretoria de Loteamentos da Secretaria Municipal de Obras, o rompimento das galerias aconteceu há cerca de oito anos, causado provavelmente pela instalação de um aterro na parte mais alta da região.


"Com a erosão ficou impossível recompor as galerias no mesmo lugar. Elas terão que ser refeitas a alguns metros de distância, para que esta área seja aterrada e reurbanizada", explica. Entre as dificuldades apontadas pelo engenheiro, porém, estão o fato de tratar-se de área particular, bastante acidentada, com muito mato e tubulações.


Ilnicki reconhece que a situação é velha conhecida da Administração Municipal, mas afirma que nunca houve recursos, nem condições, para solucionar o problema. "É preciso estancar esta 'hemorragia'. Enquanto isto não for feito, não tem o que fazer", diz o engenheiro, referindo-se à erosão.

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Segundo o vereador Vilson Bittencourt daqui a aproximadamente 10 dias será realizada uma reunião na Câmara com representantes de todos os órgãos envolvidos para apresentação de relatórios com as conclusões da visita da tarde de hoje e sugestões para encaminhamento de ações. "Uma delas será a limpeza da região para permitir o levantamento topográfico. Estamos nos unindo para encontrar a melhor maneira de viabilizar este projeto", completa.


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