Aos 92 anos, o aposentado Dayzo Ueda fez questão de ir às urnas neste domingo (25), em Londrina, para votar no segundo turno das eleições presidenciais. Na Escola Municipal João XXIII, na Vila Industrial, Zona Oeste da cidade, ele chamou a atenção pela disposição e lucidez. Mesmo com o voto facultativo para maiores de 70 anos, considera importante participar da escolha dos representantes.
Acompanhado do filho e da nora, Ueda relembrou as eleições em que os votos eram registrados em cédulas de papel e destacou as mudanças trazidas pelas urnas eletrônicas. Para ele, escolher os representantes é um direito conquistado e também um dever.
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Sem dificuldades para votar, ele exerceu o direito com independência e liberdade. “Uma responsabilidade de todos”, resumiu.
Voluntária há décadas
No Colégio Tiradentes, na Vila Recreio, Região Central de Londrina, a aposentada Cleonice Pepice, de 72 anos, passou o domingo trabalhando como voluntária nas eleições, atividade que mantém há décadas.
“Eu não sei ao certo quanto tempo, mas estou aqui no bairro há mais de 30 anos e a única eleição em que deixei de trabalhar foi a da época da pandemia de Covid”, contou.
A satisfação em contribuir para a realização do pleito é o que a motiva a continuar. Durante um intervalo, em entrevista à Folha, Cleonice falou sobre a alegria de participar do trabalho e manter uma postura positiva no dia a dia.
“Eu sou muito feliz, estou sempre de bem com a vida, acredito que cara amarrada não faz bem, então acredito que isso faz bem para todos e o ambiente de trabalho”, disse. Enquanto conversava com a reportagem, ela era cumprimentada pelas pessoas que passavam pelo local.
Cleonice lembra que, quando recebeu o primeiro convite para trabalhar em uma eleição, ficou receosa diante da responsabilidade. Com o tempo, a experiência reforçou a vontade de continuar.
“Eu me sinto honrada de trabalhar nas eleições porque é algo muito importante para o País, um dia de decisão e enquanto eu estiver bem, quero contribuir para este ato democrático”, afirmou.
A voluntária também destaca a participação dos jovens nas equipes e a troca de experiências entre diferentes gerações.
“Um trabalho feito com organização e respeito depende de todos e, por mais experiência que temos, sempre há algo novo aprender e fico muito contente que os jovens também se interessem por este trabalho voluntário e tão sério”, disse.
Para ela, a motivação vai além dos benefícios que o serviço pode oferecer aos convocados. “Apesar de algumas pessoas julgarem que os servidores trabalham para ter folga, acredito que isso não é o atrativo principal para a maioria, mas sim participar, formar o grupo de trabalho e ser útil para a população”, acrescentou.