Prefeitos, secretários e gestores públicos de diferentes regiões do Brasil estão em Londrina para uma missão técnica da FNP (Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos), iniciada nesta quarta-feira (4). Entre os temas da programação estão os impactos dos eventos climáticos extremos associados ao El Niño, inovação, tecnologia e gestão pública.
A comitiva foi recebida no Jardim Botânico e permanecerá no Norte do Paraná até sexta-feira (6). Além de Londrina, a agenda inclui visitas a Apucarana e Maringá, onde serão apresentados projetos das administrações municipais. Esta é a primeira missão nacional promovida pela entidade, que tradicionalmente organiza intercâmbios internacionais.
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A escolha da região também considera os estragos provocados por temporais, vendavais e tornados nos últimos meses. Em setembro, Apucarana teve mais de 5 mil imóveis atingidos por ventos fortes e granizo. O prefeito Rodolfo Mota (União) classificou o episódio como a maior tragédia da história do município, em 82 anos.
Em Maringá, um tornado derrubou quase 400 árvores em aproximadamente 15 a 20 minutos. A cidade recebeu apoio de municípios vizinhos, incluindo Apucarana. Para Mota, a preparação das administrações e a rapidez no atendimento são fundamentais diante de ocorrências climáticas extremas.
Apucarana adquiriu R$ 1 milhão em telhas e distribuiu cerca de 300 mil metros quadrados de lonas às famílias atingidas. O prefeito estima que os gastos adicionais com os estragos dos últimos 60 dias possam chegar a R$ 5 milhões a R$ 7 milhões.
Troca de experiências
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), afirmou que a troca de informações entre municípios permite identificar soluções já testadas e antecipar medidas de prevenção. Segundo ele, equipes da cidade também participaram de operações de apoio a Sapopema, Apucarana e Maringá.
A programação em Londrina inclui apresentações de projetos de transformação digital, saúde, educação e mobilidade. Entre as iniciativas estão o Londrina On, que reúne serviços digitais e incorpora a UPA Digital, os ônibus transformados em laboratórios móveis de tecnologia e o sistema de gestão do transporte coletivo.
Além dos eventos climáticos, os gestores devem discutir arrecadação, investimentos, equilíbrio fiscal e prestação de serviços públicos. A FNP pretende identificar outras regiões brasileiras que possam receber missões técnicas semelhantes nos próximos anos.