Na faculdade sem ensino médio completo
O fato de Lorenzo conseguir a aprovação na UEL, mas não assegurar a vaga deve-se a um ponto destacado pela universidade pública no edital do certame. De acordo com a Lei nº 9.394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, cada instituição tem autonomia para decidir os seus critérios de admissão. Como a UEL pede a conclusão do ensino médio em edital, concorrentes do adolescente poderiam questionar na justiça a "assunção irregular". Já na UniFil, o adolescente está na graduação como aluno especial e depois que concluir o ensino médio poderá solicitar a eliminação das disciplinas que cursar no ensino superior.
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Eleazar Ferreira, reitor da faculdade, ressaltou a importância de dar oportunidades como essa a estudantes prodígio como Lorenzo. "Ficamos sensibilizados e empolgados com a capacidade dele, uma joia de Londrina que merece incentivo para ter formação sólida e realizar seus sonhos. A cidade discute a retenção de talentos e, assim, é nosso compromisso fazer mais pelos jovens londrinenses."
Ferreira também afirmou que leu as reportagens feitas pelo Grupo Folha sobre Lorenzo e, após a notícia da impossibilidade de entrada do adolescente na UEL, decidiu incentivá-lo com a bolsa. "Acompanhamos pelo Grupo Folha a trajetória do Lorenzo e decidimos abrir as portas da universidade para ele conviver num ambiente saudável e avançado de inovação e muita tecnologia. Procuramos a família e oferecemos a possibilidade de frequentar nossas graduações de Computação como aluno integrado às práticas."
Família orgulhosa
Paula Coneglian, mãe de Lorenzo, destacou que os feitos do filho são motivo de orgulho para toda a família. Para ela, o menino é livre para decidir o que quer para o próprio futuro. "Ver os olhinhos dele brilhando é reconfortante. É uma experiência nova. Quando fomos tomar a decisão, ouvimos o que ele achava. Ele é o nosso relógio. Ficamos muito felizes por ver que ele está crescendo, encarando tudo com maturidade. Tomara que isso abra outras portas", refletiu.
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