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MP abre inquérito para apurar acerto da Sercomtel com servidor acusado de estuprar filhas

Guilherme Batista - Redação Bonde
24 jun 2014 às 15:08

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A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Londrina instaurou um inquérito civil no último dia 13 para investigar a denúncia de que a Sercomtel teria beneficiado um servidor público foragido da Justiça. O processo foi publicado pelo Ministério Público (MP) na edição desta terça-feira (24) do Diário Oficial do Estado. Acusado de estuprar as duas filhas, Edilson Mota da Silva conseguiu um acordo trabalhista com a empresa de telefonia em outubro do ano passado para a sua demissão sem justa causa.

A promotoria vê ilegalidade no fato de a Sercomtel ter fechado um acerto com um servidor que tinha, "em seu desfavor, um mandado de prisão expedido em virtude de condenação por ilícito penal".


A ex-esposa de Mota, servidora de carreira da Sercomtel, acusa a estatal de fazer o acordo com o seu ex-marido apesar de saber que ele estava sendo procurado pela polícia. Segundo o promotor Renato de Lima Castro, o acerto pode ter ferido os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade. Procurado pelo Bonde nesta terça, ele disse apenas que o processo "está tramitando".


Edilson Mota da Silva continua foragido, segundo a polícia. Ele teria sumido logo após o firmamento do acerto de contas com a Sercomtel.

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A empresa confirma o acordo, mas nega que sabia que o então servidor era foragido da Justiça. A estatal também pretendia abrir uma sindicância para apurar o caso, mas a assessoria de imprensa da empresa não soube informar nesta terça se isso já aconteceu.


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