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Em Londrina

Placas em imóveis vazios viram chamariz de ladrões

Redação - Folha de Londrina
04 jul 2003 às 21:11
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Conseguir uma casa ou um apartamento por meio das tradicionais placas de ''vende-se'' ou ''aluga-se'', em Londrina, não deve tardar em se tornar uma prática ultrapassada. O que move os corretores a abdicarem da medida, contudo, não é tanto a modernidade, já que os interessados no negócio podem ter acesso aos anúncios tanto na mídia impressa quanto na eletrônica. O problema agora são as invasões e roubos a esses locais, que, com os velhos subterfúgios de venda, se tornaram uma espécie de chamariz para ladrões e moradores de rua.

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De acordo com o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), Juvaldir Bilhão, a recomendação feita aos corretores é a de que as placas sejam retiradas, especialmente quando localizadas em lugares ermos e mal iluminados, onde os arrombamentos podem ocorrer com mais facilidade. ''Sabemos que esses roubos e invasões existem, por isso já recomendamos que, além das placas, os anúncios não especifiquem tanto o local'', explica.

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Ele reconhece, entretanto, que nem assim o problema se resolve por completo, já que o bandido pode visitar o imóvel na condição de locatário ou comprador sem levantar suspeitas. Esse foi o caso de uma imobiliária de Londrina, que, há cerca de quatro meses, teve um apartamento de luxo roubado por um suposto cliente. ''Ele visitou o local com o corretor e voltou lá mais tarde, sozinho. Pegou as chaves com o porteiro e entrou'', lembra a corretora Sônia Medeiros. Segundo ela, hoje os proprietários determinam que se coloquem ou não as placas, no ato da autorização de venda ou locação. ''Dependendo do bairro, nós mesmos os orientamos sobre os riscos'', completou.


Já o responsável pela comunicação visual de uma imobiliária de Londrina, Diógenes Bravo Neto, que realiza o emplacamento dos imóveis, destaca uma medida bem peculiar adotada pela empresa: ''Faço uma espécie de ronda, com o carro do grupo, durante 24 horas. No caso de o local estar muito sujo, comunico ao dono que deve ser feita a limpeza'', comenta. Essa preocupação, por sinal, é ou deveria ser tão importante quanto à da colocação ou não das placas. Quem afirma é o investigador Francisco de Assis, superintendente da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (SDP).

Segundo o superintendente, apesar de registrado um aumento na incidência de roubos e invasões a domicílios vazios, os donos raramente denunciam os transgressores, já que estes fazem uma espécie de revezamento. ''Quando acontece de os vizinhos denunciarem, até que a polícia chegue, eles já estão em outra localidade. Isso dificulta o trabalho'', declarou. A precaução para esse tipo de situação, afirma Assis, é mais direcionada aos vizinhos, que devem avisar a polícia tão logo percebam pessoas estranhas quebrando ou arrombando as portas desses imóveis. O proprietário, porém, só vai ficar sabendo depois, avisado pelos policiais.


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