A empresa contratada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para substituir os pontos de ônibus "palitos" em Londrina não vai conseguir finalizar os serviços no prazo estipulado pela Promotoria de Defesa do Consumidor. A terceirizada tem até o final deste mês para concluir os trabalhos, mas, conforme informações da assessoria de imprensa da CMTU, ainda falta fazer a substituição de cerca de 50 pontos. Vale lembrar que o prazo final para a troca das estruturas já havia sido prorrogada pelo Ministério Público (MP) em janeiro. Procurado pelo Bonde nesta terça-feira (28), o promotor de Defesa do Consumidor, Miguel Sogaiar, contou que ainda não foi comunicado pelo município sobre a situação. "Vou aguardar o comunicado deles e analisar o caso tendo como base o procedimento instaurado (para apurar os problemas causados pela falta de cobertura nos pontos)", disse, adiantando que ainda não sabe se vai autorizar uma nova prorrogação de prazo. "Vai depender da análise a ser feita", despistou.
De acordo com levantamento da CMTU, Londrina possui cerca de 2,5 mil pontos de ônibus, sendo que apenas 200 deles precisavam ser substituídos. A assessoria da companhia informou que, até agora, 150 pontos "palitos" já foram trocados por estruturas cobertas e com assentos para os usuários do transporte coletivo. Alguns deles, entretanto, passaram por análise técnica e não puderam ser trocados. São pontos que, segundo a assessoria, ficam em locais que não possuem condições de abrigar estruturas mais complexas.
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Nesses casos, de acordo com a CMTU, os pontos "palitos" são mantidos e os com assentos e coberturas são instalados em locais próximos. A companhia citou, como exemplos, um ponto localizado na alça de acesso da avenida Juscelino Kubitschek para a avenida Dez de Dezembro, que precisou ser mantido por ficar em uma calçada muito estreita, outro da rua Sergipe, nas proximidades do camelódromo, localizado em frente às fachadas de lojas, e mais um situado no cruzamento da avenida Leste-Oeste com a rua Bahia, local que também abriga um hidrante e um orelhão. Nesses três e em outros casos, a CMTU localizou lugares próximos, que possuem condições técnicas, para instalar as estruturas com coberturas e assentos.
Já sobre o atraso para a conclusão do serviço, a assessoria da companhia comunicou que as chuvas das últimas semanas e a análise técnica desses locais que não possuem condições de abrigar pontos com coberturas e assentos prejudicaram o cumprimento do cronograma por parte da empresa.
Cada ponto de ônibus custa R$ 2,2 mil aos cofres públicos. ou seja, o custo total para a substituição de todos eles será de R$ 440 mil.