O Ministério Público deu um prazo de 48 horas para que a prefeitura avalie a possibilidade de arcar com os custos de construção de 32 pontos de ônibus do transporte metropolitano da região de Londrina, na Avenida Leste-Oeste (centro). Durante reunião nesta quarta-feira (22), a portas fechadas, representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Região Metropolitana de Londrina, TIL, Viação Garcia, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Secretaria Municipal de Obras e o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, foram cobrados pelo promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor, Miguel Sogaiar, para que encontrem uma solução para o problema, que há tempos gera muitas queixas dos usuários.
O local utilizado pelos passageiros atualmente não tem infraestrutura adequada. São poucos pontos disponíveis e a cobertura não é suficiente para abrigar todos os passageiros, principalmente nos horários de pico. Eles acabam ficando expostos ao sol e à chuva. "Tem que melhorar os pontos. Se chover, a gente fica na chuva. A prefeitura tem que dar um jeito. Também faltam banheiros. Se precisar, tem que segurar ao máximo ou entrar no Terminal (Urbano), mas aí tem que pagar passagem", reclamou o encarregado de obras Marcos Aparecido da Silva.
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"Todos os dias eu uso o transporte metropolitano para ir ao trabalho e não tem nenhum conforto. Precisa de cobertura nos pontos", disse o auxiliar de produção Carlos Daniel. "Em dia de chuva a gente se molha para ficar na fila. E tem um ponto abandonado aqui e a estrutura fica pingando em quem está na calçada", acrescentou a auxiliar de produção Bianca Paula. "Tem pouco espaço para muita gente, principalmente nos horários mais agitados. Precisa organizar mais isso aqui. Tem que mudar essa estrutura", afirmou o aposentado Genésio Paes.
Oficialmente, disse Sogaiar, a responsabilidade pelos pontos de ônibus das linhas metropolitanas cabe ao Estado. O promotor também entende que as empresas que exploram o serviço teriam essa responsabilidade compartilhada. "Mas eles dizem que é dispendioso. Falaram aqui em R$ 15 mil a R$ 20 mil por ponto e seriam 32 pontos na Avenida Leste-Oeste. Também foi dito na reunião que as pessoas não são de Londrina. Mas elas movimentam o comércio de Londrina. Trabalham aqui, estudam aqui. Isso traz um benefício enorme. Todo o envolvimento deles na comunidade é importante", disse Sogaiar. "As empresas também estão dizendo que está caindo o número de usuários. Mas eu passo lá e está lotado de gente."
(Leia mais na edição desta quinta-feira (23) na Folha de Londrina)