Os servidores municipais de Londrina entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembléia na manhã desta terça-feira (08) que reuniu cerca de 2 mil funcionários no pátio da Prefeitura.
Durante a paralisação de 24 horas realizada nesta terça, apenas os serviços essenciais estão sendo mantidos. Segundo o presidente do Sindicato dos servidores, Marcelo Urbaneja, a recomendação é para que os funcionários não trabalhem a partir desta quarta-feira (09).
Parte dos servidores deve fazer manifestações diárias em frente à prefeitura, enquanto membros do sindicato vão percorrer os postos de trabalho para ver se o movimento está sendo cumprido. Na manhã desta terça, dos 110 pontos de trabalho de servidores, 48 ficaram fechados, 18 funcionaram parcialmente, e 51 permaneceram abertos.
A categoria quer reajuste salarial de 27%, que seria referente a perdas salariais. Em março do ano passado, o sindicato liderou uma greve que durou 31 dias.
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, lamentou no final da manhã a decisão dos servidores municipais de iniciar a greve por tempo indeterminado. "A despesa com folha de pagamento já está acima do percentual previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A prefeitura não tem condições financeiras de conceder qualquer tipo de reajuste salarial", enfatizou o prefeito. Nedson alertou sobre a necessidade de manter o funcionamento dos serviços públicos, para evitar prejuízos à comunidade.
A Lei de Responsabildade Fiscal (LRF) determina 54% da receita gastos com folha, mas Londrina estaria acima dos 57%.
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