Uma pessoa ao seu lado começa a se engasgar. Em poucos segundos, ela não consegue mais falar, respirar ou pedir ajuda. Você saberia o que fazer? Quem passar pelo Terminal Central de Londrina nesta terça-feira (29) pode aprender como agir em situações como essa. Até as 22h, passageiros e trabalhadores recebem orientações sobre primeiros socorros durante a segunda edição da campanha RCP Day.
A ação é coordenada pelo NEU (Núcleo de Educação em Urgência) do Samu Regional e reúne dezenas de voluntários de 17 instituições parceiras em 20 pontos fixos de Londrina, além dos locais visitados por uma unidade móvel. No Terminal Central, por onde passam cerca de 40 mil pessoas por dia, as orientações incluem manobras para desengasgo de crianças e adultos e técnicas de reanimação.
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Durante a manhã, equipes do curso técnico em enfermagem do Centro de Educação Profissional Mater Ter Admirabilis e do curso de enfermagem da Unifil abordaram passageiros e trabalhadores em diferentes pavimentos do terminal. Com o auxílio de bonecos e folhetos, os voluntários demonstraram como realizar as manobras e tiraram dúvidas sobre como agir em situações de emergência.
O que fazer em uma emergência?
A coordenadora de enfermagem do NEU, Kellen Mitie, orienta que a primeira medida em uma emergência é ligar para o Samu, pelo telefone 192. Enquanto a equipe de socorro se desloca, a população pode iniciar a reanimação.
Segundo ela, a cada minuto em que a vítima permanece com o coração parado sem receber reanimação, há perda de 10% da chance de sobrevivência. Por isso, o atendimento realizado por uma pessoa preparada pode fazer diferença enquanto a equipe de urgência não chega.
A estudante Camile Macieira Ferreira da Cunha, do segundo semestre do curso técnico em enfermagem do Mater Ter, participou da orientação no terminal. Segundo ela, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre como agir diante de um engasgo ou de uma parada cardíaca.
“Viemos para poder ensinar as pessoas como que faz o engasgo e a massagem cardíaca. Eu vejo que muitas pessoas ficam com dúvidas sobre como fazer, não sabem como reagir”, contou.
Entre os passageiros que aproveitaram a oportunidade estavam Gabriele Vitória, Mariana Vieira e Raiele Maria. Gabriele destacou a possibilidade de utilizar o conhecimento aprendido em uma situação de emergência.
“Achei legal elas estarem fazendo esse movimento aqui, porque pode salvar uma vida. Agora eu já aprendi como se faz, e vou poder ajudar”, disse.
A importância de saber como agir antes da chegada do socorro também foi percebida por Aparecida de Souza. Ela contou que aprendeu uma manobra de desengasgo ao assistir a uma explicação dos bombeiros na televisão e conseguiu utilizá-la quando o neto, Ângelo de Oliveira, se engasgou com uma bala.
“É bom para ajudar a salvar, porque até um médico chegar, não dá tempo”, afirmou.