Paraná

Assédio eleitoral em empresas é alvo de denúncias no Paraná

28 set 2026 às 14:55

No próximo domingo (4), eleitores de todo o Brasil vão às urnas manifestar suas escolhas políticas. Com a aproximação da data, aumentam também os alertas sobre o risco de pressão sobre esse direito dentro do ambiente de trabalho. No Paraná, o MPT-PR (Ministério Público do Trabalho) recebeu 18 denúncias de assédio eleitoral até 14 de setembro de 2026. No Brasil, os registros passaram de 380 para 583 em dez dias.


O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são coagidos ou constrangidos para influenciar o voto ou a manifestação política. Entre as práticas estão ameaças de demissão, exigência de material de campanha e perseguição por divergência política.


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Um dos casos concluídos em 2026 envolveu uma empresa de transportes de Foz do Iguaçu, que firmou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) após apuração do MPT-PR. Segundo o órgão, vídeos publicados nas redes sociais da companhia utilizavam imagens de funcionários questionados sobre o número 13 em contexto depreciativo.


Para a advogada Caroline Paiva, especialista em Direito do Trabalho Empresarial, a liberdade de expressão do empregador deve considerar a relação de subordinação. A manifestação política não pode ser associada ao emprego, salário ou benefícios.


Caso Luciano Hang


O MPT ajuizou uma ação civil pública contra Luciano Hang e a Havan após um discurso durante a inauguração de uma unidade em Caldas Novas (GO). O órgão pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo. Hang afirma que apenas manifestou sua opinião, sem pedir votos ou mencionar candidatos.


Em 23 de setembro, a Justiça do Trabalho concedeu liminar proibindo manifestações político-eleitorais de Hang em estabelecimentos, eventos e canais institucionais da Havan. A decisão prevê multa de R$ 50 mil por descumprimento. O pedido de indenização ainda será julgado.


Caroline ressalta que o assédio eleitoral não depende de uma ordem direta de voto. A pressão pode ocorrer em reuniões, grupos corporativos e eventos internos. A especialista orienta que empresas separem opiniões políticas pessoais da comunicação institucional e preservem a liberdade dos funcionários.

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