Um grupo de voluntários que se dedica à conservação da antiga malha ferroviária do Norte Pioneiro tem enfrentado dificuldades para manter seu trabalho em trechos do extinto Ramal do Paranapanema.
Recentemente, algumas porteiras trancadas com cadeado, instaladas por fazendeiros ao longo da linha férrea, têm impedido o livre acesso da BPLF-PR (Brigada de Preservação de Linha Férrea do Paraná). Um dos casos ocorre no município de Quatiguá, onde o bloqueio impossibilita a passagem da brigada para vistorias e manutenção básica da linha.
A linha férrea em questão foi desativada oficialmente em 2001, mas ainda conserva vestígios importantes da antiga infraestrutura, como trilhos, dormentes e pontilhões. Mesmo sem circulação de trens há mais de duas décadas, os voluntários da BPLF-PR mantêm, há sete anos, uma rotina de visitas, limpeza e inspeções, com o objetivo de preservar a memória da ferrovia e seu valor histórico para a região.
Chico Castilho, presidente da Brigada, informou que está em negociação com os proprietários rurais para garantir a abertura das porteiras. “Hoje eles estão deixando o acesso livre durante os fins de semana. Mas o ideal seria se tirasse as porteiras. Nosso trabalho é pacífico, técnico e cultural. Buscamos apenas manter o que sobrou da ferrovia viva, documentando e conservando trechos que fazem parte da história do Norte Pioneiro do Paraná”.
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