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Gestor preso

Clínica suspeita de tortura e sequestro de mulheres é alvo de operação no Paraná

Redação Bonde com MPPR
15 set 2026 às 15:33

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Foto: Divulgação / MPPR
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A Operação Aurora, que apura a suposta prática de crimes de tortura, sequestro e cárcere privado contra dezenas de mulheres internadas em uma clínica terapêutica no Paraná, foi deflagrada nesta terça-feira (15). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em cinco endereços dos investigados, incluindo a sede do estabelecimento, residências dos investigados e uma propriedade rural, além de veículos. O gestor e proprietário do local teve um mandado de prisão temporária cumprido, pelo período de 30 dias.

A ação é da Promotoria de Justiça da Comarca de Terra Roxa (Oeste), com o apoio do Núcleo Regional de Umuarama do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Caex (Centro de Apoio Técnico à Execução).

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No decorrer das diligências desta terça-feira, um homem foi preso em flagrante por posse ilegal de armas de fogo e munições. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.


Castigo e sedativos


De acordo com as investigações, o estabelecimento mantinha 72 internas, incluindo pessoas com deficiência, sendo que muitas eram mantidas no local contra a própria vontade e impedidas de sair.

Há indícios de que os responsáveis submetiam as pacientes a um regime disciplinar punitivo, com aplicação de castigos, supressão de visitas familiares e trabalho compulsório.

Apurou-se também, preliminarmente, o uso forçado de medicamentos sedativos, apelidados na clínica de “Danone”, aplicados com o objetivo de provocar a inconsciência das internas.

Foto: Divulgação / MPPR


O Ministério Público apontou ainda a ocorrência de omissão de socorro médico e relatos de exigências para que as mulheres acolhidas ficassem em silêncio, sob ameaças, durante as inspeções de órgãos de fiscalização.

A Justiça também deferiu o afastamento do sigilo e a autorização para a extração de dados dos dispositivos eletrônicos apreendidos. Os materiais e dispositivos recolhidos durante as buscas serão agora analisados pelo MPPR com o objetivo de subsidiar o prosseguimento das investigações e apurar a responsabilidade penal de todos os envolvidos.

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