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No Paraná

Governo e MST não chegam a acordo

Redação - Folha de Londrina
03 jul 2003 às 19:59
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A proposta do governo do Estado de usar parte da área da fazenda-modelo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Ponta Grossa, para assentamento provisório das 150 famílias que estão acampadas às margens da Rodovia do Talco, no município, não agradou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

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O governo ofereceu 150 hectares. Os sem-terra, porém, insistem na implantação de assentamento definitivo com 1,5 mil hectares de área, no mínimo. A questão foi discutida numa reunião nesta quinta-feira pela manhã, em Curitiba, na sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná.

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As 150 famílias haviam invadido a fazenda da Embrapa, que é de propriedade do governo federal, no final de maio e desocuparam a área com a promessa de que, em 30 dias, o governo do Estado apresentaria uma alternativa. O prazo venceu no último dia 30. A implantação do assentamento provisório - apelidado de Agrovila - estava sendo negociada pelo governador Roberto Requião (PMDB) com a Embrapa, em Brasília. A área de 150 hectares ficaria do espaço cedido em comodato pela Embrapa ao Instituto Agronômico do Paraná (Iapar).


O coordenador do MST em Ponta Grossa, Célio Rodrigues, disse que, no local onde as famílias estão acampadas, elas ''controlam'' mais de 150 hectares e, por isso, não há interesse em mudar para uma área menor. ''Eles (Iapar) têm área de 500 hectares. Porque oferecer só 150? Só para tirar foto e dizer que estão fazendo alguma coisa?'', questionou.

Além do superintendente do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, participaram da reunião com os sem terra, o presidente da Comissão de Mediação de Questões da Terra, Padre Roque Zimmermann, e um representante da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Como não houve acordo, Rodrigues afirmou que as famílias irão se organizar para discutir o que fazer, mas não admitiu que ocupariam a fazenda novamente.


Padre Roque disse que tinha condições de intermediar a negociação dos 150 hectares e que não sabia se haveria possibilidade de estender o tamanho da área.

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O Iapar ocupa na fazenda-modelo da Embrapa cerca de 4,84 mil alqueires. De acordo com o coordenador-adjunto do Pólo de Pesquisas do Iapar em Ponta Grossa, Edmilson Pereira Gomes, a Agrovila ocuparia parte de uma área que, até o mês passado, estava cedida em convênio para a Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha e agora será destinada à produção de pasto e de semente básica. No restante da fazenda, o Iapar desenvolve pesquisas com gado de corte.


A área que estava sendo negociada para a implantação da Agrovila, segundo Gomes, será de 124 hectares, em princípio, e poderia chegar a 300 hectares, não tendo qualquer influência na área de pesquisas do Iapar. O assentamento seria por um período de um ano e meio a dois anos até o governo conseguir outras áreas para assentamento definitivo.

O gerente da Embrapa em Ponta Grossa, Osmar Paulo Beckert, também assegura que a implantação do assentamento de sem terra na fazenda não iria interferir nas atividades do órgão, até por que a área está nos dois terços do terreno atualmente utilizados pelo Iapar. A Embrapa se dedica à produção de semente básica de soja, milho, trigo, triticale, além de pesquisas com soja, feijão e florestais.


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