Paraná

Mais de 70% das rodovias paranaenses têm problemas de pavimentação

16 out 2014 às 15:25

A Confederação Nacional dos Transportes divulgou nesta quinta-feira (16) os resultados do levantamento anual sobre o estado de conservação das rodovias brasileiras, que avaliou 98.475 quilômetros de estradas no País.

No Paraná, foram avaliados 5.879 quilômetros de rodovias, com equilíbrio na avaliação: 50,7% foram consideradas regular, ruim ou péssimo e 49,3% ótimas ou boas.


O estado tem 83,2% das estradas com pista simples e apenas 16,8% duplicadas. Chama a atenção na pesquisa o estado de conservação dos pavimentos. Apenas 27,7% são considerados perfeitos, enquanto 72,8% apresentam problemas como desgaste, trincas, remendos, afundamento, ondulações e buracos.


O levantamento da CNT aponta ainda uma discrepância grande entre o estado das rodovias públicas e as administradas por concessionárias no Paraná. Enquanto os 3.141 quilômetros de estradas públicas tiveram apenas 26,7% de avaliação ótimo ou bom, nas pedagiadas a avaliação positiva sobe para 75,1%.



Nacional
As rodovias concedidas à iniciativa privada apresentaram resultados bem mais satisfatórios do que as sob gestão pública. Enquanto apenas 29,3% das rodovias sob gestão pública tiveram estado geral avaliado como bom ou ótimo, no caso das concedidas, o índice sobe para 74,1%. Enquanto 43,1% do pavimento das vias públicas é tido como bom ou ótimo nas vias públicas, no caso das concedidas, o percentual sobe para 79,5%.


Ainda segundo a CNT, 34,7% das sinalizações em vias públicas foram consideradas boas ou ótimas. No caso das privadas, o percentual passa para 75,7%. Já a geometria das vias públicas foi avaliada como boa ou ótima em apenas 17,7% das pesquisadas, enquanto nas concedidas, o percentual fica em 40,3%.


Todos os dez melhores trechos rodoviários do país, apontados pela pesquisa, são concedidos. Nesse ranking, o melhor trecho é o que liga a capital paulista a Limeira, no interior do estado, que inclui as rodovias SP-310, BR-364 e SP-348. Em segundo lugar, está o trecho que liga São Paulo a Uberaba, em Minas Gerais, composto pela BR-050 e pela SP-330.

As que estão em pior colocação no ranking localizam-se principalmente nas regiões Norte e Nordeste. O trecho com pior avaliação foi o que liga os municípios de Natividade, no Tocantins, a Barreiras, na Bahia, integrado pelas rodovias BA-460, BR-242, TO-040 e TO-280. O segundo pior trecho liga Belém a Guaraí, no Tocantins, passando pelas rodovias BR-222, PAs-150,151, 252, 287, 447, 475, 483 e TO-336. (com informações da Agência Brasil)


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