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Em Curitiba, mais de 30 mil participam do primeiro protesto nacional contra Temer

Mariana Franco Ramos/Grupo Folha
11 jun 2016 às 10:26

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Divulgação
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Integrantes de movimentos sindicais, sociais e estudantis realizaram nesta sexta-feira (11) a primeira manifestação de caráter nacional contra o governo do presidente interino Michel Temer (PMDB-SP), segundo o jornal O Estado de São Paulo as manifestações ocorreram em pelo menos 24 estados e no Distrito Federal. Na capital paranaense, a concentração começou por volta das 14h, na Praça Santos Andrade, no centro, onde foi montado um palco, para discursos e intervenções artísticas. Segundo balanço da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, 30 mil pessoas participaram das atividades. A Polícia Militar (PM), contudo, estimou o público em 1 mil. Até a noite desta sexta-feira (10), a corporação não havia registrado nenhum incidente. A previsão era de que os manifestantes só saíssem do local perto das 22h. Confira o vídeo publicado pela Folha de Londrina:


"A receptividade tem sido excelente. Estão todos entendendo que o golpe atinge em cheio a classe trabalhadora. A Fiep (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que fez a campanha do pato, agora quer cobrar a fatura, acabando com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)", afirmou a presidente da CUT-PR, Regina Cruz. De acordo com ela, dez unidades do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ficaram fechadas ontem no Estado, além de 30 agências bancárias de Curitiba, que abriram uma hora mais tarde, às 11h. As ações em Londrina neste sábado (11), a partir das 10h, no Calçadão.

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Houve também mobilizações na sede da Petrobras, que fica na rua Comendador Araújo, e na Caixa Econômica Federal, na Praça Carlos Gomes. Já nas escolas da rede estadual, a APP-Sindicato, que representa os professores, promoveu debates com estudantes e comunidade sobre "a situação do ensino público". Mais cedo, às 6h30, cerca de 100 membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e de funcionários da Petrobras fecharam uma via marginal à rodovia BR-476, impedindo o acesso dos funcionários à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Parte deles se deslocou no período da tarde até a Santos Andrade, com o objetivo de engrossar a mobilização.

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Os sindicalistas teceram críticas à proposta de reforma da Previdência e à extinção dos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Regina Cruz contou que a ideia é preparar as entidades para a realização de uma greve geral, ainda sem data definida. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no Estado, Crisando Figueiredo, disse que a notícia de cortes no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, é a que mais preocupa. Na avaliação de Rodolfo Costa dos Reis, membro da União da Juventude Socialista (UJS), além de "denunciar o golpe", a realização dos protestos ajuda a conscientizar a população. "Há uma cultura de que política, futebol e religião não se discute. Mas acredito que se discute sim. Precisamos ocupar esses espaços", opinou.


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