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Fraude em licitação

Luiz Abi e demais réus da Voldemort serão ouvidos em 23 de novembro

Loriane Comeli - Equipe Folha
21 out 2015 às 11:06

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Arquivo/Folha de Londrina
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O empresário Luiz Abi Antoun, parente distante do governador Beto Richa (PSDB) e que até ser preso, em 16 de março, tinha trânsito livre no Palácio do Iguaçu, vai ser interrogado sobre a acusação de fraude para a contratação da oficina mecânica Providence pelo governo do Estado no próximo dia 23. Nesta data, também serão ouvidos outros réus do processo decorrente da Operação Voldemort, deflagrada em março pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As datas dos interrogatórios e dos depoimentos das testemunhas foram marcadas pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, em despacho publicado ontem, um dia depois que o Tribunal de Justiça (TJ) definiu que a primeira instância do Judiciário é competente para julgar o processo. As audiências haviam sido marcadas pelo juiz para outubro, mas acabaram canceladas em razão de liminar que havia suspendido a tramitação até a definição da competência.

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A acusação do Ministério Público (MP) é de que Abi e os outros seis réus – o mecânico Ismar Ieger, "laranja" de Abi; os empresários Roberto Tsuneda e Paulo Midauar; Ernani Delicato, então diretor do Departamento de Transporte Oficial (Deto), órgão da Secretaria Estadual de Administração, responsável pela contratação direta da Providence; o advogado José Carlos Lucca; e o policial militar Ricardo Baptista da Silva – fraudaram a contratação da Providence, que, de fato, pertenceria a Abi. Ieger seria apenas um "testa de ferro". Os crimes atribuídos a eles são organização criminosa, fraude em licitação e falsidade ideológica.


Conforme a agenda estabelecida por Nanuncio, em 18 e 19 de novembro, serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP), incluindo policiais do Gaeco, empresários que forneceram orçamentos para justificar a contratação da Providence e o então contador da oficina, além do tenente-coronel Samir Geha, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar de Maringá. O militar também foi arrolado como testemunha de defesa por Abi, que incluiu ainda na sua lista outros três oficiais da PM. Geha deverá ser perguntado sobre sua relação com Abi e sobre a suposta indicação de Ieger para o empresário.

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A terceira audiência será em 20 de novembro, para ouvir testemunhas arroladas pelos réus – as testemunhas de defesa. E, no dia 23, será o interrogatório dos cinco réus que residem em Londrina: Abi, Ieger, Tsuneda, Lucca e Silva. Os outros dois réus devem ser ouvidos em suas comarcas: Midauar em Bandeirantes e Delicato em Curitiba.


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