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Lula diz que idade o afastou da esquerda

Redação - Bonde
12 dez 2006 às 10:51

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (11) que o Brasil "não pode e nem deve oferecer" o que outros países concedem na busca por investimentos estrangeiros, ao comentar a competição com a China e com a Índia. Segundo Lula, o Brasil precisa competir no mercado internacional com uma democracia forte. As informações são da BBc Brasil.

"Hoje qual é o nosso desafio? Disputar os dólares que existem no mercado internacional aos montes. Só que hoje a nossa disputa não é mais com o México ou com a Argentina (como nos anos 70). Hoje a nossa disputa é com a China e com a Índia", disse o presidente.


"Mas não podemos e nem devemos oferecer o que esses países oferecem. Temos que fortalecer a nossa democracia, ter sindicatos fortes, uma Justiça forte, uma imprensa livre e um Congresso forte."


O presidente falou a empresários e políticos em São Paulo ao receber o prêmio de "Brasileiro do Ano", concedido pela Editora Três, que publica a revista IstoÉ.


Delfim Netto


O presidente arrancou risos da platéia ao comentar que está hoje um pouco mais distante da esquerda tradicional.


"A espécie humana evolui. Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, que é mais de esquerda vai ficando social-democrata. Passei 20 anos criticando o (deputado federal Antonio) Delfim Netto e agora sou amigo dele e ele é meu amigo", disse Lula.


"Se você conhece uma pessoa idosa que é muito de esquerda, pode ter certeza de que ela está com problemas. Assim como se você conhece uma pessoa jovem que é de direita, ela também tem problemas."


Sobre a economia, Lula disse que o país não pode crescer com inflação, e citou como exemplo o período do milagre econômico, de 1967 a 1973, em que o Brasil cresceu em ritmo acelerado.


"Nos anos 70, crescemos mais de 10% em alguns anos, mas com inflação de 15% e 20%", disse Lula. "E eu conheço esse país. Se deixarmos a inflação voltar aos dois dígitos, logo ela vai bater nos três dígitos. Hoje temos como crescer com taxa de 5%, 6%, 7%, mas com inflação baixa."


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, que recebeu o prêmio de "Brasileiro do Ano na Justiça" no mesmo evento, confirmou a jornalistas que Lula deve ser diplomado no dia 14, mesmo que as contas da campanha do presidente sejam rejeitadas.

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Um parecer do TSE emitido na semana passada recomendou que as contas do PT e de Lula sejam rejeitadas devido a irregularidades em repasses de verbas.


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