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Ministro do TCU defende criação de Conselho para fiscalizar Tribunais de Contas

Agência Estado
26 out 2015 às 17:08

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A criação de um Conselho para fiscalizar os Tribunais de Contas - seguindo o modelo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) - "é um passo necessário e transformador", segundo avaliação do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Dantas destaca que, além do papel correicional e de controle administrativo, financeiro e orçamentário, o Conselho Nacional do Tribunal de Contas seria a "pedra angular" para a consolidação de um sistema nacional capaz de dar uniformidade às ações das 34 Cortes de Contas em todo o País.

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Para o ministro, o reflexo da atuação do colegiado será "acabar com feudos e ilhas" na administração pública. "O Brasil é muito carente e não pode se dar ao luxo de ter instituições ilhadas."


Ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (2009/2011) e do Conselho Nacional de Justiça (2011/2013) por indicação do Senado, o ministro chegou ao TCU aos 36 anos de idade - tornando-se o mais jovem ministro a tomar posse na Corte de Contas. Antes de integrar os Conselhos, Dantas foi Consultor-Geral do Senado, entre 2007 e 2011.


Bruno Dantas diz que a experiência bem-sucedida das instituições de fiscalização das Promotorias e do Judiciário demonstra que essa solução deve ser adotada pelos Tribunais de Contas.


O Conselho Nacional do Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça foram criados em 2004, pela Emenda 45. O ministro pontuou que, mesmo com toda a resistência do Judiciário na época da aprovação da Emenda 45, "não dá para imaginar a Justiça nesses últimos 10 anos sem o trabalho correicional do CNJ".


Bruno Dantas endossa a determinação da Associação dos Tribunais de Contas (Atrricon), que mantém mobilização pela criação do Conselho para as Cortes de Contas. O ministro do TCU anotou que o Ministério Público também era favorável ao CNMP e que essa disposição inicial "fica muito latente quando se olha o relacionamento do Judiciário e do Ministério Público com seus respectivos Conselhos".


Ele reconhece barreiras na própria Corte de Contas da União à criação do Conselho Nacional do Tribunal de Contas. Mas acredita que esses obstáculos podem ser desmistificados.

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"Tem que ser afastado qualquer debate corporativista desse assunto. Devemos ter clareza das competências, das atribuições, da composição e do critério de escolha dos membros", recomenda, ao se engajar na defesa do Conselho, atendendo a um convite do ex-presidente da Associação dos Tribunais de Contas e um dos líderes do movimento, conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.


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